Crónica de Alexandre Honrado – Do abandonar ao acolher: Faz sentido ser humano nos dias de hoje?

[sg_popup id=”24045″ event=”onLoad”][/sg_popup] Crónica de Alexandre Honrado – Do abandonar ao acolher: Faz sentido ser humano nos dias de hoje?   Do abandonar ao acolher: Faz sentido ser humano nos dias de hoje?   Vivemos o tempo de ambiguidade, a começar pela forma como nos comunicamos e como erguemos muros à comunicação, escondendo-nos em grutas do incomunicável: a possibilidade de não sermos escutados, de sermos, produzirmos e partilharmos registos sem efeito, é imanente a cada momento que, de forma degradada, vivemos como ato de proximidade. Isolados somos, mas não somos…

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Crónica de Alexandre Honrado – “Um texto inútil”

[sg_popup id=”24045″ event=”onLoad”][/sg_popup] Crónica de Alexandre Honrado – “Um texto inútil”   Tenho aqui um livrinho, ao qual chamo assim mesmo, livrinho, pela aparente pequena dimensão, umas quantas páginas às quais o editor, com letra crescida e uns separadores, acabou por dar uma dimensão maior. Mas o seu tamanho está no que diz, nessa forma eterna que os livros têm de dizer sem remorsos o que em silêncio decretam e nos pode mudar, se tivermos essa nobreza e inteligência de ouvi-los e torná-los nossos. É um livro de Ludwig Wittgenstein,…

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Crónica de Alexandre Honrado – Ficção ou realidade?

[sg_popup id=”24045″ event=”onLoad”][/sg_popup] Crónica de Alexandre Honrado – Ficção ou realidade?   Tenho escrito muita ficção, é um apanágio, uma sina, como agora se diz um karma, e tenho falado de ficção em mais de mil sítios, umas vezes por isto, outras por aquilo e às vezes até a propósito da mais bela coisa nenhuma. Um colega do jornalismo – repórter fotográfico que andou pelo mundo com a máquina a tiracolo, de um lado, e comigo, tantas vezes, do outro – fez-me duas perguntas que não esqueço. Infelizmente, ele já…

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Crónica de Alexandre Honrado – Fotos do matadouro

[sg_popup id=”24045″ event=”onLoad”][/sg_popup] Crónica de Alexandre Honrado – Fotos do matadouro   O trabalho do historiador esbarra em alguns muros altos. O primeiro é capaz de ser o da sua própria formação, daquilo que manteve herdado dos seus ascendentes – dos laços de parentesco aos mestres que mais o influenciaram – e da cultura que sedimentou como sua. O olhar individual, por mais crítico e abrangente, por mais desejoso de abarcar o todo, o mundo em geral e as suas especificidades, fica prisioneiro dessa cultura que o identifica e condiciona.…

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Crónica de Alexandre Honrado – O animal que mais falhou

[sg_popup id=”24045″ event=”onLoad”][/sg_popup] Crónica de Alexandre Honrado – O animal que mais falhou   Um animal que falhou enquanto animal. Eis uma nova definição do ser humano. Estonteado pelas formas autofágicas de cultura, essa outra forma específica que relevou da sua capacidade de contrariar a natureza e distanciar-se dela, como se fosse dono do planeta, é agora um ser perturbado, procurando acumular valores enquanto perde os valores que o podiam resgatar. Um animal – pela definição, um ser organizado, dotado de movimento e de sensibilidade – que perdeu ou adulterou…

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Crónica de Alexandre Honrado – Chega… para lá e leva o outro

[sg_popup id=”24045″ event=”onLoad”][/sg_popup] Crónica de Alexandre Honrado – Chega… para lá e leva o outro   CHEGA… PARA LÁ E LEVA O OUTRO     Berrar, a plenos pulmões, Fascismo nunca mais! Com a tristeza de constatar que falhou o eco da velha frase O Fascismo não Passará! Falhou porque as palavras, que podem por vezes ser demolidoras, são ao mesmo tempo pequenas entidades frágeis e carentes. Falhou porque somos acomodados. Ora damos aos filhos o jogo eletrónico ora lhes negamos os livros, porque são “uma seca” e a criança…

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Crónica de Alexandre Honrado – Não me peçam silêncio

[sg_popup id=”24045″ event=”onLoad”][/sg_popup] Crónica de Alexandre Honrado – Não me peçam silêncio   Nunca consegui escrever, ler, ou estudar, sem ruído de fundo. Preciso de janelas abertas, trânsito que chia, gente que se quer viva. Acuso-me. Não será um cérebro decente este que se exibe aos sons e se alimenta deles como um pardal faminto nas últimas pedras da calçada. Ligo “aparelhagens”. Oiço muito jazz. Tempero-me com emissões radiofónicas, onde as francesas acabam sempre por intrometer-se –, as francesas são uma tentação, pelo menos em formato radiofónico. Nesta fase a…

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Crónica de Alexandre Honrado – Em busca de Competência

[sg_popup id=”24045″ event=”onLoad”][/sg_popup] Crónica de Alexandre Honrado – Em busca de Competência   A incompetência de Boris Johnson, Donald Trump, Jair Bolsonaro e, óbvia incompetência dos candidatos às eleições portuguesas, numa luta corpo a corpo a que, com graça, rádios e televisões chamam debates. Desfila a incompetência diante dos nossos olhos, deixa-nos atónitos, a uns, indiferentes a quase todos. O mundo está nas mãos de muito poucos. Sabemo-lo e encolhemos os ombros. É assim mesmo, deixámos que a coisa chegasse longe de mais. Ando pelas prateleiras cá de casa, tão…

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Crónica de Alexandre Honrado – O tempo de metamorfose em que não há amor

[sg_popup id=”24045″ event=”onLoad”][/sg_popup] Crónica de Alexandre Honrado – O tempo de metamorfose em que não há amor   Confesso que, com alguma pena minha, a frase que se segue já tem autor, aliás bem entregue à história dos melhores registos das ideias. É ele o poeta Pierre Réverdy e a frase, o poema, não se mede pelo tamanho, pois ganha vastamente em dimensão, e é assim: “não há amor, mas provas de amor”. Pode dar-se a dimensão que quisermos a esta afirmação. Repita-se a mesma: “não há amor, mas provas…

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Crónica de Alexandre Honrado – Falemos de sexo (ou a geringonça nunca existiu)

[sg_popup id=”24045″ event=”onLoad”][/sg_popup] Crónica de Alexandre Honrado – Falemos de sexo (ou a geringonça nunca existiu)   Há palavras que dão prazer, embora algumas sejam surpreendentes de tão originais. E olhem que eu sou dos que fica surpreendido e não surpreso, por mera convicção resistente à moda de cá e com o devido respeito aos verbos permissivos. Podia listar uma centena de palavras assim, prazerosas, uma centena pelo menos. Ocorre-me porém um grupo singelo, uma troika. A saber: clitóris – não terá discussão, embora creia que a alguns sugira buscas…

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