Crónica de Alexandre Honrado – Peão faz cheque aos reis

  Crónica de Alexandre Honrado Peão faz cheque aos reis   Os deputados vão de férias. Oiço atentamente o Estado da Nação, a sua última reflexão sazonal. O Governo não é dos melhores; a oposição é das piores que temos tido. Vejo com muita atenção o que se vai dizendo e gesticulando na Assembleia da República, afinal aquela é a nossa casa maior, a casa da Democracia, enquanto durar e lá tivermos quem nos represente, bem ou mal, a bem ou a mal, é um sintoma muito positivo. Enquanto isso…

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Crónica de Alexandre Honrado – A flor rara no mais alto cume

  Crónica de Alexandre Honrado A flor rara no mais alto cume   Os momentos mais delicadamente espirituais que me foram dados assistir ao longo da vida, e podem ter a certeza de que foram muitos e marcantes, incluem a rara sensibilidade de alguns ateus que, por incapazes de adorarem um Deus, ficaram na expectativa dos melhores encontros proporcionados por todos os deuses que, valha-nos quem puder, são tão variados, tão pródigos, tão completos e todavia tão frágeis e tão impotentes diante de uma civilização que nunca acertou o passo…

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Crónica de Alexandre Honrado – Esquerda, direita, um dois

  Crónica de Alexandre Honrado Esquerda, direita, um dois   Entre uma esquerda possuída por terrores e temores, digna dos piores sintomas do assustador parkinsonismo, trémula mas também encapuzada para não enfrentar heranças trágicas, cometidas por alguns dos seus mais estúpidos representantes, e uma direita trágica, com péssimos (e sim, estúpidos) representantes, com os seus mitos messiânicos escondidos na sombra dos subúrbios da capital, com sintomas de um Alzheimer calamitoso, toldada por um apagão da memória e do próprio cérebro que, a todo o custo, deseja que seja sintoma contagioso…

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Crónica de Alexandre Honrado – Tristezas: o silêncio incluído. (E danço samba)

  Crónica de Alexandre Honrado Tristezas: o silêncio incluído. (E danço samba)   O rótulo triste da política acusa sempre a cor da moda, umas vezes intensa cor em outras o desmaiado logótipo do desencanto. As velhas ideologias escoaram-se, talvez porque ficaram nas mãos de pobres condenados ao poder, desses que não olham a meios para alcançar os seus fins. Os grandes ditadores, sabemo-lo bem, eram gente inculta e de ambição desmedida, e viam no domínio do próximo a sua elevação e grandiosidade. Fracas figuras que, pelo uso da força,…

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Crónica de Alexandre Honrado – Esta sociedade do espetáculo

  Crónica de Alexandre Honrado Esta sociedade do espetáculo   Quando falo de algum autor, em especial se for daqueles que se inserem no apertado grupo do pensamento e dos pensadores mundiais de qualquer época, não espero que saibam de quem se trata ou que conheçam aquele a quem me refiro. Espero, isso sim, que depois de apontá-lo a dedo – a dedo de texto que é o meu mais fiel ponteiro, de preferência sem artrose ou hesitações -, espero, dizia, que a partir dessa nomeação possa vir a ser…

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Crónica de Alexandre Honrado – Matar a fome… de restaurante

  Crónica de Alexandre Honrado Matar a fome… de restaurante   Somos feitos de conflitos, uns saudáveis, outros não. Conflitos internos que nos ajudam a crescer, a superar os obstáculos, a melhorar os nossos objetivos, a apaziguar, isso sim, os nossos conflitos. Quando não conseguimos gerir os conflitos que nos agitam, tornamo-nos indignos. Agredimos o nosso semelhante, transformamos conflitos naturais em combates bestiais, somos o lado medíocre, esse lado medíocre que também nos compõe e percorre e é então que mostramos as nossas fraquezas, esbofeteamos o nosso próximo, socamos adversários,…

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Crónica de Alexandre Honrado – Entre a visão e a cegueira cada um morre por si

Crónica de Alexandre Honrado Entre a visão e a cegueira cada um morre por si   Há palavras que me inquietam, esta é uma delas: desisti. A verdade é que de vez em quando me assalta. E passo a explicar e a dizer quando é que a palavra me procura. Desisti de encontrar uma didática para o mundo em que vivo, como desisti de enfrentar aqueles que teimam na sua ignorância como se ali encontrassem um refúgio para o seu ego periclitante. Desisti de explicar aos meus vizinhos e às…

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Crónica de Alexandre Honrado – O campo da morte lenta

Crónica de Alexandre Honrado O campo da morte lenta   No meio de outras leituras, aparece-me um documento pelo meio de muitos, que fala de um campo de concentração. Para quem não sabe, e Portugal não deve esquecer o lado mais negro da sua história, aqui estava o documento, sobre o campo de concentração português, o Tarrafal de triste memória. Não há justificação para quem hoje queira exaltar o passado, dizendo que antes de abril de 74 o país era melhor. Seria talvez melhor para um punhado de privilegiados, mas…

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Crónica de Alexandre Honrado – Morrer na Palestina

Crónica de Alexandre Honrado Morrer na Palestina   Não defendo israelitas nem palestinianos, não faço essa opção do peso que na balança por vezes faz pender as simpatias para um ou outro lado de um enorme desequilíbrio. Não vejo acerto na guerra, nem justificação para a mesma, seja ela qual for, como continuo a desprezar aqueles que andam por aí a pedir a pena de morte para este e para aquele, como se a morte fosse coisa que um ser vivo pudesse guardar para os seus semelhantes sem perder a…

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Crónica de Alexandre Honrado – Outras ameaças que ignoramos

Crónica de Alexandre Honrado Outras ameaças que ignoramos   Estive a cerca de cem quilómetros de Chernobyl mais de dez anos passados do terrível desastre nuclear. Passaram-se já muitos anos sobre a data dessa viagem. O acidente, ali ocorrido entre 25 e 26 de abril de 1986, exatamente no reator nuclear nº 4 da Unidade Nuclear de Chernobil, perto da cidade de Pripiat, no norte da Ucrânia ainda Soviética, próximo da fronteira com a Bielorrússia ainda Soviética, deixou um rasto de destruição, morte e sequelas físicas que ainda hoje são…

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