Circulação na Linha do Oeste (entre Malveira e Torres Vedras) vai estar suspensa durante 4 meses

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Circulação na Linha do Oeste (entre Malveira e Torres Vedras) vai estar suspensa durante 4 meses

 

As obras de modernização da Linha do Oeste, a cargo da IP – Infraestruturas de Portugal, decorrem há já alguns anos, mas uma sucessão de sucessivos problemas tem adiado a conclusão da mesma – A obra deveria ter ficado concluída até 31 de dezembro de 2023.

As obras decorrem e no mês de abril – a data prevista de início é 9 de abril – a circulação entre Malveira e Torres Vedras vai estar interrompida durante 4 meses, para que possam ser realizadas as obras no túnel da Sapataria, no concelho de Sobral de Monte Agraço.

Durante estes meses a CP vai fazer o transbordo rodoviário entre as duas estações, um percurso com cerca de 26 kms.

De relembrar que a empreitada de Modernização do troço da Linha do Oeste entre Mira Sintra-Meleças e Torres Vedras (excl.) compreende 43 km e abrange os concelhos de Sintra, Mafra, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras.

 

Sobre as obras

Em março de 2020, a Infraestruturas de Portugal (IP) anunciou que a empreitada para a Modernização do troço da Linha do Oeste, entre Mira Sintra-Meleças e Torres Vedras tinha sido adjudicada pelo valor de 61,5 milhões de euros, no âmbito do Programa Ferrovia 2020. A obra foi adjudicada ao consórcio luso-espanhol, Gabriel A. S. Couto, S.A./M. Couto Alves, S.A./Aldesa Construcciones, S.A. e ficou à data a aguardar pelo visto do Tribunal de Contas.

Em setembro de 2020, depois de o Tribunal de Contas ter dado o visto, a IP e o empreiteiro assinarem o contrato de consignação das obras no início do mês de novembro do mesmo ano, obras que deveriam ficar concluídas em novembro 2022.

Em maio de 2022 foi notícia o alegado abandono das obras por parte do consórcio responsável pela construção e o litígio entre o consórcio e IP.

Segundo a Lusa, a IP informou agora que após uma paragem de mais de 6 meses, a empreitada foi retomada “no início de novembro de 2022” e que pretende concluir a obra até ao final deste ano.

A IP apontou como motivos para a paragem das obras “manifestas dificuldades técnicas e financeiras do consórcio a quem foi adjudicada inicialmente a empreitada”. Esta situação levou a uma “cessão contratual entre o consórcio inicial e um novo consórcio” o que é uma “solução complexa em termos jurídicos” e que originou “processos em tribunal”.

 

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