Linha do Oeste | Tribunal de Contas deu visto para a modernização da linha entre Meleças e Torres Vedras

O Tribunal de Contas já atribuiu o visto para a modernização da Linha do Oeste entre Meleças e Torres Vedras.

Em março a Infraestruturas de Portugal (IP) informava que “a empreitada para a Modernização do troço da Linha do Oeste, entre Mira Sintra-Meleças e Torres Vedras, foi adjudicada pelo valor de 61,5 milhões de euros, no âmbito do Programa Ferrovia 2020”. A IP  referiu ainda que o contrato foi adjudicado a um consórcio luso-espanhol e que seria “agora remetido para o Tribunal de Contas para obtenção do necessário Visto Prévio”.

Hoje, no decurso da reunião pública da Câmara Municipal de Torres Vedras, Carlos Bernardes, anunciou que foi muito recentemente atribuído o visto do Tribunal de Contas, para a modernização entre Meleças e Torres Vedras, tendo sido ainda aprovado o “plurianual da ligação de Torres Vedras até Caldas da Rainha”.

O presidente da Câmara de Torres Vedras referiu ainda ser importante começar a pensar “naquilo que poderá vir a ser um novo ramal no futuro na ligação entre Malveira/Loures/Gare do Oriente”.

Obtido o visto do Tribunal de Contas, o próximo passo será a consignação da empreitada iniciando-se depois os trabalhos no terreno.

Nesta primeira fase, entre Mira Sintra-Meleças e Torres Vedras, a “obra tem como objetivo a eletrificação e requalificação da via, num troço com 43 quilómetros” prevendo-se a realização os seguintes trabalhos:

  • Criação de dois desvios ativos, com uma extensão total de 16 quilómetros, para permitir o cruzamento de comboios sem necessidade de paragem – desvio ativo 1, com cerca de 10 quilómetros, entre a estação de Mira Sintra-Meleças e o apeadeiro de Pedra Furada e o desvio ativo 2, com cerca de 6 quilómetros, entre a estação da Malveira e o quilómetro 44,3 (a sul do Túnel da Sapataria);
  • Eletrificação integral do troço no sistema 2 x 25kV – 50 Hz;
  • Trabalhos de beneficiação em cinco estações e seis apeadeiros, com a criação de acessos para pessoas com mobilidade condicionada às plataformas de passageiros e alteamento das plataformas;
  • Automatização e supressão de Passagens de Nível;
  • Construção de nove passagens desniveladas;
  • Reabilitação estrutural e rebaixamento da plataforma ferroviária para colocação da catenária nos túneis de Sapataria, Boiaca, Cabaço e Certã;
  • Instalação de Sinalização Eletrónica, Telecomunicações e GSM-R (a presente empreitada a lançar tem a cargo a execução de caminhos de cabos, preparação de salas técnicas e instalação de antenas);
  • Instalação do Sistema de Retorno de Corrente de Tração e Terras de Proteção.

A modernização da Linha do Oeste compreende um investimento total de cerca de 155 milhões de euros que será financiado em 85% por fundos comunitários. Quando esta obra avançar, será a realização de um projeto há muito sonhado pelos autarcas do oeste, veremos depois, se o transporte por comboio será adotado pelas populações, dando corpo a este investimento.

   

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