OPINIÃO POLÍTICA | José Martinez (CDU) – Estamos preocupados? Sim, claro, mas a esperança suplanta a preocupação

Estamos preocupados? Sim, claro, mas a esperança suplanta a preocupação

 

Os contactos, electrónicos, que tenho mantido com os meus camaradas da Comissão Concelhia de Mafra permitem-me dar enfase à frase que escolhi para o título desta crónica.

Cada um de nós, de acordo com a sua situação, laboral, etária… cumpre e apoia as medidas de prevenção e está atento às medidas de tratamento clínico, que têm sido prestadas pesem as carências que temos denunciado, só minimizadas pela entrega dos trabalhadores que dão corpo ao nosso Serviço Nacional de Saúde.

Receios individuais, como todo e qualquer cidadão temos, mas a esperança colectiva, a confiança de que o nosso povo vai vencer a batalha contra o vírus, não deixa que fiquemos tolhidos.

No imediato reclamamos que os meios necessários ao SNS sejam encontrados por forma a dar a resposta que o alargamento da acção do vírus exige, não paralisando a resposta às doenças extra vírus.

A vida tem de continuar, como tem afirmado o Secretário geral do PCP:

“Garantindo a produção nacional para responder às necessidades de bens e serviços para a população, ao mesmo tempo que a dependência do País obriga a que avancemos com soluções novas para os problemas que vão surgindo. Garantindo apoios às famílias, aos idosos, aos trabalhadores, aos pequenos e médios empresários. Vencendo as lógicas do capitalismo que, também neste momento de crise, põem em segundo lugar os interesses e direitos perante as possibilidades de acumular lucros imediatos com a especulação e os aumentos de preços, incluindo de bens essenciais ou de produtos de saúde indispensáveis.”

A nível local é nosso entender que as medidas a adoptar devem saltar do discurso, do papel, para o terreno, que devem ser articuladas com as juntas de freguesia, terão de ser medidas discricionárias, típicas de autarquias de pequena dimensão, (pensemos nas freguesias que foram suprimidas) em conformidade com a avaliação concreta da necessidade, da pessoa ou família, à qual tem de ser dada resposta 1.

É nosso entender que reduções generalizadas de impostos e taxas devem ser tomadas em conformidade com as necessárias mudanças de objectivos de reconfiguração da economia, dar satisfação à procura interna, aquilo que identificamos como a “politica patriótica e de esquerda”.

A CDU votou contra o Programa e Orçamento da Câmara Municipal, entendemos que o caminho municipal não é o caminho necessário à actual composição social dos munícipes, trabalhadores por conta de outem, actividade fora do concelho… o município tem de assegurar a vida prioritariamente de quem vive em Mafra, mas a mudança de política tem de ser assumida democraticamente pelos munícipes em eleições.

A fiscalidade da Câmara, no nosso entender está errada, mas neste momento o que esperamos e exigimos à Câmara são medidas de apoio às vítimas da crise.

Em Mafra, como no País

“Podem contar com o PCP para a resposta imediata que se impõe na salvaguarda da saúde, para resistir às dificuldades e defender os direitos, para abrir o caminho de soberania e desenvolvimento que Portugal precisa. “

 

Mafra, 22 de Março de 2020.

1 Estamos atentos à composição das refeições servidas aos alunos carenciados. Esperamos que o cabaz fornecido tenha sido resultante da necessidade de resposta imediata e que seja corrigido para refeição(ões) dieteticamente equilibradas.

 


Pode ler (aqui) outros artigos de opinião de José Martinez


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