Tapada de Mafra | Muito contestada Paula Simões foi substituída na direção da tapada

Como o Jornal de Mafra tinha já vaticinado, logo que Capoulas Santos abandonou a pasta da agricultura, Paula Simões, a polémica diretora da Tapada Nacional de Mafra, acaba de ser substituída à frente da Tapada Nacional de Mafra.

Desde que entrou em funções, Paula Simões criou anticorpos em todas as forças políticas, incluindo o Partido Socialista do qual era próxima, dos trabalhadores da tapada (CGTP) e dos seus colegas de direção indigitados pela Câmara Municipal de Mafra (PSD). Paula Simões comseguiu fazer o pleno e mesmo assim, manter-se no posto até que o governo anterior terminou o seu mandato.

O novo diretor, Carlos Pais, está ligado por formação, a uma área de atividade própria de uma tapada, uma vez que é Engenheiro Florestal de profissão. Carlos Pais tomou posse como Presidente da Direção da Tapada Nacional de Mafra, a 2 de janeiro.

A partir de uma notícia do jornal Público foi entretanto possível tomar conhecimento de um facto que, a confirmar-se, não deixa de ser surpreendente. Segundo declarações de Catarina Simão, uma responsável sindical do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas (STFPSSRA), “durante as filmagens de uma produção italo-americana, iniciadas em Setembro de 2018 e que se prolongaram até finais de Novembro“, de resto filmagens que o Jornal de Mafra acompanhou aquando de uma visita da então Secretária de Estado do Turismo (atualmente Ministra do Trabalho Solidariedade e Segurança Social e do então Secretário de Estado das Florestas), “circularam livremente cerca de 2500 figurantes, meio milhar de especialistas, 70 actores e cerca de 200 animais, incluindo um rebanho de ovelhas, em pleno ciclo da reprodução de veados e gamos”, sendo que, ainda segundo aquela dirigente sindical, no período em que ocorreram as filmagens terá desaparecido o espólio museológico do rei D. Carlos, então à guarda da Tapada Nacional de Mafra, desconhecendo-se o destino das peças, sendo que, ainda segundo a referida sindicalista, este caso “continua a ser investigado pela Polícia Judiciária”.

 

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