“Pão por Deus” (Todos os Santos) ou “doçura ou travessura” (Halloween)?

 

Na manhã de 1 de novembro, Dia de Todos os Santos, as crianças saem à rua, de porta em porta, sozinhas ou em pequenos “bandos”, para pedirem o “Pão por Deus” e ao final da manhã, regressam a casa com os sacos de pano cheios de pão, broas, bolos, romãs, doces e guloseimas.

Segundo reza a história, esta tradição surgiu “um ano após o grande terramoto de 1755 – que destruiu parte da cidade de Lisboa – e coincidindo esta data com o Dia de Todos os Santos, a população aproveitou a festividade religiosa para organizar um peditório. A intenção era a de começar uma tradição que lembrava os seus mortos. As pessoas percorreram assim toda a capital, batendo às portas e pedindo qualquer esmola, mesmo que fosse apenas pão. Nesta época, a fome e a miséria sentiam-se pela cidade. Dado o desespero, as pessoas pediram “Pão, por Deus”. Em troca, muitos pedintes receberam pão, bolos, vinho e outros alimentos para honrar os seus mortos e pedir pela sua alma – por isso, este dia também é conhecido como o “Dia do Bolinho“.”

Por outro lado, Portugal cada vez adere mais ao Halloween.

O Halloween é muito popular dos Estados Unidos da América e deriva de um festival – Samhain – de consagração às colheitas e aos mortos, com origem nos povos celtas da antiguidade. O festival representava, para os celtas, a transição, e era o momento em que se encerrava um ano e outro se iniciava.

Atualmente, na noite 31 de outubro – “noite das bruxas” – as crianças mascaram-se com visuais assustadores (de bruxas, monstros, aboboras…) e saem às ruas, batendo de porta em porta a pedir guloseimas às pessoas. Quando a porta se abre dizem “doçura ou travessura?” e se as pessoas não lhes derem uma doçura (doces ou guloseimas) sofrem uma travessura.

“Pão por Deus” (Todos os Santos) ou “doçura ou travessura” (Halloween)? Ou nada disso?

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