Mafra | Marcelo Rebelo de Sousa faz “oração de sapiência” na Escola Secundária José Saramago – Comemoração do centenário do escritor [Imagens]

 

“Vivemos para dizer quem somos.” [José Saramago]

“A Escola Secundária de Mafra assumiu como patrono o escritor José Saramago. Apesar de uma certa polémica, em 30 de Outubro de 1998, após o escritor ter sido galardoado com o Prémio Nobel da Literatura, pelo seu romance Memorial do Convento, o Ministério da Educação, através do Despacho nº20060/98 (2º série), de 30 de outubro, determinou que a Escola Secundária de Mafra se passasse a denominar Escola Secundária José Saramago – Mafra” [Escola Secundária José Saramago]

Ainda antes da atribuição do prémio Nobel a José Saramago, Ana Gonçalves, que fazia parte do conselho diretivo da então Escola Secundária de Mafra, notava a importância da ligação entre a obra do homem e o concelho. Com a projeção trazida pelo ‘Memorial do Convento’, o marido, Ismael, professor de português na mesma escola e deputado municipal pela CDU, propôs em assembleia municipal a atribuição de uma medalha de mérito ao escritor ribatejano. Estávamos em abril de 1993.
A assembleia rejeitou a proposta — com os votos contra do PSD. [Sapo24]

Com a presença de Marcelo Rebelo de Sousa, no quadro das comemorações do centenário do nascimento de José Saramago, a Escola Secundária de Mafra, que tem o escritor como patrono, recebeu hoje uma sessão evocativa da efeméride, e de exaltação da vida e obra do escritor,

Na presença de muitos alunos, de alguns professores e de autoridades locais, o anfiteatro da Escola Secundária José Saramago – Mafra, a abarrotar, ouviu o Diretor da escola, Pedro Liberto Ferreira, ouviu o Professor Carlos Reis, comissário das comemorações e especialista da obra de Saramago, ouviu também Hélder Silva, Presidente da Câmara de Mafra – o político local que, ou por ter mais mundo, ou por se ter apercebido do valor (até financeiro) do escritor na divulgação do nome do concelho, deixou de o ostracizar – e ouviu finalmente Marcelo Rebelo da Sousa.

Marcelo falou de Saramago por mais de uma hora, e não deixou por mãos alheias a sua experiência de professor, nem a empatia que lhe é natural, nem a abertura de espírito que o carateriza, nem, tão pouco, a capacidade estudo que lhe é amplamente reconhecida.

Leu e comentou dois textos de Saramago, analisou a sua obra, a sua técnica literária, as temáticas gradas ao prémio Nobel, e fez o seu enquadramento político, cultural, histórico e literário. Fez isto tudo mobilizando os muitos alunos presentes no anfiteatro, incentivando-os a questionar a obra e vida, e sobretudo, incentivando-os à leitura como forma de engendrar desenvolvimento.

Nota de reportagem, só havia homens na zona central da primeira fila, aquela onde se sentaram as(os) principais entidades presentes no evento.

Atualizado em 17.11.22

 

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