Depressão Martinho | Serra de Sintra com 98 mil árvores derrubadas
Em comunicado, a Parques de Sintra informou que na sequência da passagem da depressão Martinho, que ocorreu na noite de 19 para 20 de março, registou-se a queda de cerca de 98 mil árvores de diversas espécies, afetando 280 hectares do total dos cerca de mil hectares sob a sua gestão.
O levantamento, por drones e inspeções no terreno, aos danos causados por este fenómeno climático extremo, considerado “inédito na Serra de Sintra”, identificou “cerca de 200 hectares de floresta severamente atingidos, dos quais 89 hectares registam danos muito graves, totalizando cerca de 93 mil árvores derrubadas”.
A Parques de Sintra refere ainda que “nas Matas e Tapadas, especialmente as de Monserrate e de D. Fernando II, registou-se a queda adicional de mais cinco mil árvores em 80 hectares”.
Decorrem já ações intensivas de recuperação, entre elas, ações de limpeza urgente das árvores caídas, estabilização de muros, taludes e estradas que ficaram seriamente comprometidos, bem como uma avaliação rigorosa dos riscos e dos danos sofridos.
A depressão Martinho provocou também danos no património construído, nomeadamente em muros, taludes e edifícios, tendo sido identificadas 12 intervenções urgentes, algumas delas já a decorrer, que implicam um investimento de cerca de 1,5 milhões de euros.
Algumas zonas florestais classificadas como prioritárias, estão já a ser alvo de intervenções urgentes. Estas intervenções (remoção das árvores derrubadas e recuperação das condições de segurança) já tiveram início e decorrerão até ao início do período crítico de incêndios, altura em que terão de ser interrompidas por imposição legal, sendo retomadas em setembro e concluídas até ao final do ano. Estas intervenções representam um investimento inicial imediato de 300 mil euros.
Existem ainda 113 hectares com “diferentes níveis de prioridade”, nos quais, a intervenção, que começará no segundo semestre deste ano, devendo prolongar-se durante os próximos dois anos, implicará um investimento estimado em 1,2 milhões de euros.
A Parques de Sintra está já a desenvolver um plano detalhado que visa mitigar os efeitos erosivos provocados por este fenómeno e promover a rearborização das áreas afetadas. O plano prioriza a plantação de espécies autóctones, estratégias para manter a estabilização do solo, recuperação da cobertura vegetal, manutenção do equilíbrio hídrico e restabelecimento dos habitats, assegurando a maior sustentabilidade e resiliência da floresta face a futuros eventos extremos.
[Imagem: PSML]