OMS declara emergência global à Monkeypox (varíola dos macacos)

 

A extensão do surto da Monkeypox (varíola dos macacos), que já atinge mais de 70 países, levou a Organização Mundial de Saúde (OMS) a declarar, hoje, emergência global.

A decisão foi anunciada pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, referindo que esta decisão “não foi um processo fácil nem direto e há visões divergentes entre os membros do comité”. A declaração de emergência global, segundo a OMS, justifica-se devido à rápida propagação do vírus através de meios sobre os quais “se sabe muito pouco”.

Segundo o último relatório da Direção-Geral da Saúde (DGS) com a Informação sobre número de casos em Portugal, até 20 de julho de 2022 foram identificados 588 casos confirmados.

A maioria dos casos são do sexo masculino (99,8%) e apenas um do sexo feminino, pertencendo a maioria dos doentes ao grupo etário entre os 30 e 39 anos (44%).

O relatório da DGS revela ainda que a região de saúde de Lisboa e Vale do Tejo continua a ser a mais afetada, com 80,3% dos casos, embora todas as regiões de Portugal continental e a Região Autónoma da Madeira tenham reportado casos, seguindo-se o norte com 14,0%, o centro com 2,0%, o Alentejo com 1,3%, o Algarve com 1,0% e a Região Autónoma da Madeira com 0,8%.

A 16 de julho iniciou-se, em Portugal a vacinação dos “primeiros três contactos próximos de casos, com critérios de elegibilidade de acordo com a Norma 006/2022 de 12/07/2022”, continuando, desde então, a ser “identificados e orientados para vacinação os contactos elegíveis nas diferentes regiões”. 

A nível internacional já foram reportados 14.533 casos confirmados em 72 países, sendo os dez países mais afetados, os seguintes: Espanha (3.125), Reino Unido (2.137), Alemanha (2.110), Estados Unidos da América (1.965), França (912), Países Baixos (656), Canadá (604), Portugal (515), Brasil (384) e Itália (374).

Foram ainda reportadas 5 mortes pela OMS África, 3 na Nigéria e 2 na República Centroafricana.

A OMS declara emergência global quando há risco de transmissão em vários países, requerendo uma resposta coordenada.

 

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