Torres Vedras | “Marés Curtas” invade a Praia de Porto Novo este fim de semana

 

Com vista a promover o património histórico-cultural do território da freguesia da Maceira, a partir da dinamização de várias atividades e espetáculos, irá decorrer entre 30 de julho e 1 de agosto de 2021, na Praia de Porto Novo, o “Marés Curtas”.

O programa conta com dança, música e teatro e é o seguinte:

Dia 30 de julho (6.ª feira)

18h30 – Dança: “Sitespecifity”
Sitespecificity”, que tem como objetivo reagir ao espaço apresentado, propondo de imediato um tema conforme premissa arquitetónica do mesmo.
Interpretação: Adi Rozen, Bart Nusink, Gloria Bee, Mara Marques Morgado, Mariia Nikolaeva, Marzia Magnanini, Massimiliano Arnone, Suevia Rojo Moure e Teodora Vujkov

 

20h00 – Dança: “Plante-la”
“As razões pelas quais as pessoas permanecem numa relação obviamente insalubre são tão variadas como as próprias relações. As pessoas que experimentam uma rutura podem passar por cinco fases: negação, raiva, barganha, depressão e aceitação. Cada uma destas fases tem lugar no seu próprio tempo, e a recuperação emocional é diferente para todos. É provável que passe por algumas das fases mais do que uma vez, uma vez que as experiências, memórias ou estímulos podem levá-lo de volta a uma fase anterior. Por isso, hoje gostaria de vos levar comigo numa viagem através de uma ou mais destas fases.”

 

20h15 – Dança: “When i look at you i am drawing a map”
Esta peça examina a relação profundamente enraizada entre a língua e a nossa experiência de casa. O que acontece quando não conseguimos encontrar as palavras?
Quando o solo estrangeiro não guarda as nossas raízes, como levamos connosco um pedaço da nossa casa através desta vida. Saudade. Gezelligheid. Anamchara. Palavras que carregamos connosco nas nossas almas, ligando-nos para sempre de volta a casa.



Dia 31 de julho (sábado)

20h00 – Dança: “HOME”
Home é uma viagem provocada por um desejo. Uma viagem a algum lugar, a algo que talvez não devesse ser desejado. Mostra apenas uma pessoa a deixar algo para trás e alcançar esse desejo, ou talvez não.
Nós, como seres humanos, procuramos frequentemente coisas que nos possam dar poder. Estas coisas dão-nos uma direção, uma direção, um propósito, mas de forma errada pode jogar contra nós próprios. Deixamos para trás as coisas simples, considerando-os inúteis, e procuramos coisas novas que nos possam tornar mais fortes. Esquecemos o simples para encontrar o complexo, através de interesses artificiais; mas falso poder é falso poder, e no final apenas criamos uma ilusão.
Repertório de Akira Yoshida realizado por Emilio Bagnasco.

 

20h15 – Dança: “Be Me”
“Be Me” é uma expressão solitária, tão solitária quanto eu posso ser. Peço-vos que tomem o meu lugar, uma vez que parti para me esconder no anonimato.
“Be Me” é um pedido honesto que faço à minha comunidade, na esperança de ressonância. Juntos tornamo-nos testemunhas do mesmo silêncio de alta resolução.
“Be Me” é uma dança comunitária. Originalmente concebido por Parini Secondo (IT) e Magdalena Öttl (GE), o trabalho inicia um jogo coreográfico, à imitação. O modelo é fixado enquanto o resultado é imprevisível.
Criação: Magdalena Öttl
Interpretação: estudantes de Performact

 

21h00 – Música: “Seiva”
Seiva é folk de identidade portuguesa a mostrar a sua força vital. A misturar a oralidade rural e a urbanidade.
Seiva é olhar para dentro para procurar uma raiz cultural e musical e encontrar alma portuguesa nas canções de trabalho, nas romarias, nos adufes e pandeiros, nas canções de fé, na força dos bombos que fazem o coração bater mais forte. Nos ritmos que o tempo ainda não perdeu mas que se foi esquecendo. Sentir essa essência na viola braguesa, no cavaquinho, nas gaitas de fole mas também, no olhar em frente e no desbravar de novos caminhos, misturando eletrónica e eletricidade sem pudores nem purismos.
A nutrir o presente com o vigor do passado para abraçar o futuro. E lembrar que tudo isto é emoção portuguesa, mas, nem tudo isto é triste e é muito mais que Fado.
Voz, Adufe, Pandeireta, Gaitas Portuguesas: Joana Negrão
Braguesa, Gaitas Portuguesas, Bouzouki Português, percussões: Vasco Ribeiro Casais
Percurssões: Rita Nóvoa



Dia 01 de agosto (domingo)

18h00 – Teatro: “Quem vai à guerra dá e leva”
Um francês, um inglês e um português entram numa tasca… Isto poderia ser o início de uma anedota, mas é o mote para um espetáculo onde os protagonistas são marionetas. Uma abordagem às Invasões Francesas, não pelo olhar de quem mandava e planeava a guerra, mas pelo olhar daqueles que se encontravam no terreno, às vezes sem saber bem porquê e a fazer o quê. Durante o dia tinham que batalhar uns contra os outros, durante a noite conviviam uns com os outros. Na verdade, tinham mais em comum do que em oposição. Uma narrativa ficcional sobre um encontro improvável que poderá ter acontecido.
Criação, construção, manipulação e interpretação: Ana Mota Ferreira e Manel Bilro
Sonoplastia: Manel Bilro
Apoio à construção das marionetas: Jean-Michel Chartiel
Desenho de luz: Tiago Coelho
Produção: A Bolha – Teatro com Marionetas

 

21h00 – Música com Sérgio Mirra
Músico multi-instrumentista de cordas, a quem a música tradicional portuguesa desde muito cedo conquistou. Licenciado em Educação Musical, começou os seus estudos musicais no Centro de Cultura Musical nas Caldinhas (Sto Tirso), tendo o violino como instrumento principal. Mais tarde ingressou na Escola Profissional de Música de Viana do Castelo, onde concluiu o curso profissional de instrumento. Fez a sua licenciatura no Instituto Piaget em Canelas (Gaia) e a profissionalização em serviço na Universidade do Minho.



 

Para mais informações: 965 470 264 ou vaklouro@gmail.com

   

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