Desde o início do mês que está mais caro carregar um carro elétrico

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De acordo com a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), em 2020, a rede de mobilidade elétrica permitiu realizar mais de 981 mil carregamentos, num total de 3 557 pontos de carregamento.

2021 é o primeiro ano em que se aplicam as tarifas da Entidade Gestora da Rede de Mobilidade Elétrica (EGME).

De acordo com a ERSE “os utilizadores de veículo elétrico (UVE) estabelecem contratos com os comercializadores de eletricidade para a mobilidade elétrica (CEME) para o serviço de carregamento, que é realizado em pontos de carregamento (OPC). Todos os utilizadores de veículos elétricos (UVE), independentemente do seu CEME, têm acesso a todos os pontos de carregamento de acesso público de qualquer OPC, sem obrigação de celebração de contratos entre cada CEME (representante dos UVE) e OPC, de forma individualizada”.

Além destas entidades, o regime legal prevê a “possibilidade de integração na rede de mobilidade elétrica de pontos de carregamento de acesso privativo, para uso exclusivo ou partilhado, a pedido dos próprios detentores do local de instalação do ponto de carregamento (detentores de pontos de carregamento, DPC)”.

Desde 1 de maio que são aplicadas as seguintes tarifas da EGME, cuja fixação compete à ERSE:

  • Tarifa da EGME aplicável aos CEME: 0,1657 EUR/carregamento
  • Tarifa da EGME aplicável aos OPC: 0,1657 EUR/carregamento
  • Tarifa da EGME aplicável aos DPC: 0,0385 EUR/dia/ponto de carregamento

Estas tarifas estão incorporadas no preço final pago pelos utilizadores de veículos elétricos que recorrem à rede de mobilidade elétrica.

A cobertura geográfica da rede Mobi.E é superior a 90% dos municípios, conta com mais de 1 650 postos de carregamento e mais de 3 400 tomadas.

O valor desta nova taxa renderá 780 mil euros neste ano e servirá para financiar a rede pública.

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