Mafra e Ericeira no Plano Estratégico do Turismo de Lisboa para 2020/2024

Foi hoje apresentado, no Palácio Nacional da Ajuda, o Plano Estratégico do Turismo de Lisboa 2020-2024, aprovado pela Entidade Regional de Turismo da região de Lisboa e pela Associação de Turismo de Lisboa.

Segundo o Plano Estratégico do Turismo de Lisboa 2020-2024, o Turismo na Região de Lisboa ultrapassou a maior parte das metas definidas no Plano 2015-2019, sendo a atividade económica e social a mais importante de Lisboa.

O plano estratégico para os próximos anos pretende assegurar a sustentabilidade do turismo de forma integrada em termos territoriais e em harmonia com os residentes. Este novo plano para 2020-2024 pretende continuar a desenvolver, em graus e modelos diversos, mas complementares, os 12 pólos turísticos, as 12 centralidades que atraem visitantes para a região.

De acordo com o plano estratégico para 2020-2024, o rio Tejo é o principal obstáculo para a mobilidade na região de Lisboa, uma vez que “divide” o destino em dois, por um lado “limita a dinamização da margem sul” e por outro lado a margem norte “sofre de falta de qualidade de meios e serviços em termos de acessibilidade” pelo que irá ser criado o pólo Tejo com vista a torna-lo num activo turístico.

O plano estratégico 2020-2024 pretende “focar-se na sustentabilidade do destino e na preparação de um novo ciclo de crescimento” pelo que serão criados 12 pólos turísticos na região de Lisboa. Estes 12 pólos turísticos dividem-se em 3 grupos:

pólos consolidados: pólo Lisboa-Centro, pólo Belém-Ajuda, pólo Sintra, pólo Cascais e pólo Ericeira
pólos em desenvolvimento: pólo Tejo, pólo Lisboa Oriente, pólo Mafra e pólo Arrábida
pólos a potenciar: pólo Arco Ribeirinho Sul, pólo Reserva Natural do Estuário e pólo Costa da Caparica.

Dois destes pólos localizam-se, poisa, no concelho de Mafra:

  • O pólo Ericeira, já consolidado, deverá apostar no reforço do seu posicionamento como destino de surf e impulsionar o seu reconhecimento enquanto Reserva Mundial de Surf.
  • O pólo Mafra, ainda, em desenvolvimento, deverá potenciar o seu recente estatuto de património mundial e para isso deverá criar novas infraestruturas, dinamizando um cluster ligado à música e ao Palácio Nacional onde se encontram os 6 órgãos e os 2 carrilhões, e onde será instalado no próximo ano o Museu da Música.

O “novo ciclo” criado pelo plano estratégico 2020-2024 pretende garantir a sustentabilidade do destino e torná-lo mais qualificado, mais completo e mais integrado. Há 8 linhas de orientação que contribuirão para esta estratégia: reforço das condições de acessibilidade, melhoria da atração dos pólos, reforço dos produtos e qualificadores transversais, inovação e digitalização, foco nos segmentos de maior valor, desenvolvimento da mobilidade intra-região, gestão da qualidade e adequação de recursos financeiros e humanos.

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