Viagem pelo património classificado do município de Mafra | Pelourinho de Mafra [Imagens]

Viagem pelo património classificado do município de Mafra | Pelourinho de Mafra

A 01 de junho de 1513, Mafra recebe foral novo por D. Manuel I, pelo que é provável que Mafra tenha recebido um primeiro pelourinho por essa altura. O atual pelourinho terá sido construído entre os séculos 17 e 18.

O Pelourinho de Mafra, de autor desconhecido, é um “pelourinho barroco, setecentista, de pinha campaniforme, com soco octogonal de três degraus, onde assenta base elaborada, com toro e escócia, e com alto plinto, de onde parte um fuste cilíndrico e galbado, encimado por pequeno remate piramidal”.

Está classificado como Imóvel de Interesse Público desde outubro 1933 e é um “marco da arquitetura político-administrativa e judicial da vila” de Mafra.

Segundo noticias de 1906,o Pelourinho, por deliberação camarária, terá servido de poste de iluminação pública.

 

Época Construção: Séc. 18 (conjectural)

Arquitecto / Construtor / Autor: Desconhecido

Materiais: Estrutura em cantaria de calcário de lioz.

Protecção: Imóvel de Interesse Público desde 11 outubro 1933

Enquadramento: Urbano, isolado, implantação harmónica. Ergue-se no centro de uma praça junto à estrada que, da parte baixa da antiga vila velha, sobe para o sítio do Alto da Vela, onde se encontra o Palácio Nacional de Mafra, confronta com o edifício da antiga casa da câmara e cadeia comarcã, atual Museu Municipal Prof. Raúl de Almeida.

Propriedade: Pública: estatal

 

 

CRONOLOGIA
1513, 01 junho – Mafra recebe foral novo por D. Manuel I (1469 – 1521), é provável que, tal como acontecia com outras vilas portuguesas, Mafra tenha recebido, por esta altura, um primeiro pelourinho; sécs. 17 – 18 – construção do atual pelourinho; 1845 – por carta enviada à Sociedade Artística e Científica de Berlim, acompanhada de um breve estudo de Rosendo Carvalheira, o conde Raczynski dá conhecimento da importância histórica-artística das picotas e pelourinhos portugueses; 1896 – é publicado no Boletim da Real Associação dos Arquitetos Civis e Arqueólogos Portugueses um estudo da autoria de Gabriel Pereira sobre pelourinhos, importante marca institucional, política e jurisdicional das terras e ainda muito pouco estudados; 1904, 30 dezembro – Augusto José da Cunha, na qualidade de presidente da Real Associação dos Arquitetos Civis e Arqueólogos Portugueses, apresenta ao rei uma minuta de carta a enviar aos municípios para levantamento dos pelourinhos e cruzeiros existentes e indagar sobre o seu estado de conservação; propõe, ainda, ao monarca que as câmaras municipais, juntas de paróquia e comissões fabriqueiras sejam responsabilizadas pela manutenção e conservação deste património, e que os ministérios do Reino e das Obras Públicas averiguem quais destes se devem considerar Monumento Nacional; de acordo com a resposta da autarquia mafrense, o seu pelourinho, que se localiza junto dos antigos paços do concelho, encontra-se em bom estado de conservação, sendo de “Desenho simples, sem trabalho artístico que o recomende e comemore talvez a outorga do foral novo, que a vila recebeu de D. Manuel”; 1906 – conforme o noticiado na “Semana de Mafra” o pelourinho encontrava-se, por deliberação camarária, a servir de poste de iluminação pública; 1907, final – resolvida a sua situação funcional; 1933, 11 outubro – é classificado como IIP – Imóvel de Interesse Público (Decreto n.º 23 122, DG, 1.ª série, n.º 231).

[Fonte:DGPC]

 

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