Crónica de Psicologia por Filipa Marques | Emoções e Expressões Faciais

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Crónica de Psicologia por Filipa Marques


Emoções e Expressões Faciais

 

Olá queridos leitores!

Vamos falar sobre emoções e expressões faciais?

As emoções fazem parte da nossa vida enquanto seres humanos. É normal e desejável que em diferentes circunstâncias da nossa vida e até dos nossos dias sintamos e expressemos diferentes emoções. Desde tenra idade que expressamos e deciframos estados emocionais em nós e nos outros. Crescemos fazendo esta aprendizagem e, por isso, parece-nos uma tarefa simples. No entanto, este tema é complexo e muito investigado na psicologia. Após um longo período de estudos, chegou-se à conclusão que existem emoções básicas – a alegria, o medo, a raiva e a tristeza – que são de caráter universal, ou seja, são iguais para todas as pessoas nas diferentes partes do mundo. Já outras emoções mais complexas, como por exemplo a culpa, podem ter diferentes expressões e significados consoante a cultura.

Como seres comunicativos que somos, transmitimos as nossas emoções, as básicas e as complexas, através do comportamento verbal e do comportamento não verbal. Como diz o sábio conhecimento popular, qual é o espelho da alma? Pois é, são os olhos! E, quem diz os olhos, diz o rosto! Concretamente as expressões faciais. O nosso rosto é um dos mais importantes palcos de comunicação com o mundo e com os outros, pois a expressão facial é uma consequência dos estados psicológicos e emocionais que vão em nós. Digo mais, o rosto humano é o palco da identidade de cada pessoa, pois é a parte do corpo que mais mostramos aos outros ao longo de toda a nossa vida.

Um dos temas que podemos abordar neste âmbito é a congruência entre as emoções que sentimos e as expressões faciais que fazemos. Podemos dizer que há a expressão de uma emoção real quando existe harmonia entre o que a pessoa sente e o os movimentos que o rosto faz, sem que haja esforço para isso. Por outro lado, a expressão emocional é irreal quando a pessoa tenta expressar uma emoção que não é aquela que sente. Por muito involuntário que seja, o rosto move-se dando indicadores, por vezes milimétricos, de incongruência entre o estado psicológico e a emoção que mostra.

E será que há diferenças entre homens e mulheres nesta relação emoções-expressões faciais? OS estudos apontam que sim. Os homens e mulheres usam a comunicação através da expressividade do rosto de forma diferente. Por exemplo, as mulheres tendem a usar mais frequentemente o sorriso como manifestação de afeto, o que traduz a maior necessidade da mulher de receber, em retribuição, afeto também. Já o homem tende a mostrar mais o sorriso como forma de se mostrar/exibir aos outros e de afirmar o seu domínio. Por isso, o sorriso dos homens é mais racional do que afetivo, em comparação com o sorriso das mulheres.

Agora, aguçada a curiosidade e com mais conhecimentos sobre emoções e expressões faciais procuremos analisar com mais detalhe as nossas próprias expressões e emoções e as daqueles que nos rodeiem à luz do que falámos.

 

Referências Bibliográficas:

Freitas-Magalhães, A. (2013). A psicologia das emoções – O fascínio do rosto humano. Leya.

 


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