Sintra | Autarquia avança com obras no edifício da antiga cadeia comarcã

A Câmara Municipal de Sintra e os Escoteiros de Sintra assinaram um protocolo que visa a realização de obras, por parte da autarquia, no edifício da antiga cadeia comarcã em Sintra, atual sede dos escoteiros.

“Vamos fazer as obras para a vossa segurança, os escoteiros merecem uma sede renovada. Vamos começar as obras, acompanhadas por vocês e que espero que decorram com a máxima celeridade para que possam regressar à vossa sede”, Basílio Horta, presidente da Câmara Municipal de Sintra.

O edifício encontra-se encerrado desde dezembro, após a realização de uma vistoria que concluiu “não estarem reunidas condições de segurança para utilização do edifício”.

A antiga cadeia comarcã é desde 1984, a sede do grupo 93 da Associação de Escoteiros de Portugal, tendo sido cedida ao grupo 93 por um período de 50 anos.

No protocolo agora assinado, passa para a responsabilidade da Câmara a realização de obras que eram até agora obrigação dos escoteiros.

“Este protocolo vem reforçar a relação com os escoteiros, fazer obras na vossa sede demonstra a grande consideração pelos escoteiros, pelo trabalho que fazem no nosso concelho, é um trabalho reconhecido e temos um gosto muito grande reforçar esta ligação”. [Basílio Horta, presidente da Câmara Municipal de Sintra]

Este novo protocolo chegou a ser alvo de contrapropostas do Grupo 93, que pretendia conhecer um prazo para realização das obras.

“Importa relembrar que mais do que 50% do Grupo tem menos de 13 anos de idade, e que estamos em pleno inverno. Isto é preocupação real e relevante! Os Escoteiros têm de fazer um planeamento cuidado para o decorrer do ano escotista – como fazer este planeamento se não têm Sede, nem sabem quando voltarão a ter?”

Tendo o grupo proposto à Câmara municipal de Sintra “atribuir uma verba ao Grupo para realizar as obras, mediante um orçamento prévio da obra “(…) prende-se simplesmente pelo facto de a CMS dizer que não se pode comprometer com um prazo para a realização e termino das obras tendo em conta que possivelmente poderá ter que ir a concurso público.”

 

[Imagem: CMS]

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