Sintra | A Igreja da Sagrada Família foi classificada como monumento de interesse público

A Igreja da Sagrada Família foi classificada como monumento de interesse público.

“É classificada como monumento de interesse público a Igreja da Sagrada Família, ou Igreja do Bairro da Tabaqueira, incluindo o património móvel integrado, em Albarraque, freguesia de Rio de Mouro, concelho de Sintra, distrito de Lisboa, conforme planta constante do anexo à presente portaria, da qual faz parte integrante” pode ler-se na portaria hoje publicada.

O processo de classificação iniciou-se em Junho deste ano e teve como base o “carácter matricial do bem, ao génio do respetivo criador, ao interesse como testemunho simbólico e religioso, ao valor estético, técnico e material intrínseco, bem como à conceção arquitetónica, urbanística e paisagística”.

Construída em 1965, a Igreja da Sagrada Família, ou Igreja do Bairro da Tabaqueira, situa-se junto ao bairro operário da Tabaqueira, em Albarraque. O projeto do Arquiteto Jorge Viana “ foi uma das primeiras obras a concretizar o espírito da reforma litúrgica Conciliar. Num rasgo de modernidade de conceção chamava a missão de servir de suporte espiritual à relação entre o universo laboral e o social que moldavam a alma do lugar”.

“No seu exterior, destacam-se os três elementos que a caracterizam: a galeria porticada; o grande óculo envidraçado na fachada principal (triangular-hexagonal), e o campanário. O acesso ao espaço interior faz-se através de três pórticos. O espaço ocupado pelos fiéis de geometria hexagonal, rejeita o esquema organizativo longitudinal tradicional, optando por uma disposição dos bancos tão larga quanto extensa, mas mais próxima, do altar, respondendo, quer ao programa traçado pelo Secretariado das Novas Igrejas do Patriarcado, quer aos pressupostos resultantes do Concílio Vaticano II (1963).

O interior da igreja exibe um rico património integrado, com elementos de azulejaria da autoria de Lima de Freitas e Jorge Viana, calçada portuguesa, vidro colorido, sacrário (Graziela Albino), estatuária (Maria do Carmo d’Orey, e Graça Costa Cabral) e mobiliário diverso”.

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