Na madrugada de 28 de fevereiro de 1969, por volta das 3h40, a terra tremeu em Portugal Continental, acordando os portugueses de forma sobressaltada, mantendo as populações acordadas no receio de que se estivesse perante um sismo como o de 1755.

Registaram-se 13 vítimas mortais em Portugal continental, 2 em consequência direta do sismo e 11 por via indireta.
Este sismo foi igualmente sentido em Marrocos, em Bordéus e nas Canárias.
Na região de Lisboa, o sismo foi sentido com intensidade VI (bastante forte) na escala de Mercalli e em Mafra com intensidade VII (muito forte).
Por Lisboa caíram várias chaminés de edifícios e paredes pouco consolidadas, foram destruídos veículos estacionados, parte da cidade ficou sem energia nem comunicações telefónicas. Foram reportados 58 feridos ligeiros.
No concelho de Mafra também foram registados danos:
- Na biblioteca do Palácio Nacional de Mafra registaram-se danos na abóbada apainelada, onde surgiram algumas fendas que acabaram por levar à queda de estuque de um teto.
- Na Casa Mãe do Gradil abriram-se fendas, o mesmo tendo ocorrido na Igreja matriz.
- No sobreiro caíram algumas chaminés e mesmo alguns prédios mais modestos. A Capela do Sobreiro abriu fendas
“Na aldeia, o tremor de terra, com duração de alguns segundos, foi sentido com intensidade e deixou a população muito assustada. Não havia memória de algo assim. Terminado o abalo, a população saiu à rua sobressaltada. Procuraram-se saber notícias dos familiares mais próximos e, sendo terra de vinhas, correu-se à adega para verificar se o abalo não teria estragado o vinho.” [FB – “Carvalhal e o Lizandro”]