Mafra | Dr. Luís Sano foi detido por suspeita de fraude ao Serviço Nacional de Saúde

Na manhã de ontem, a Polícia Judiciaria realizou 9 (nove) buscas domiciliárias e 2 (duas) a clínicas privadas, por suspeita de fraude ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), buscas que pretendiam confirmar “a eventual prática dos crimes de Burla Qualificada, Falsificação de Documento e de Atestado Falso”.

Uma das buscas, segundo a SIC, ocorreu em Mafra na clínica do Dr. Luís Sano, um médico que chegou a fazer consulta no AC (atendimento complementar) de Mafra, tendo este sido detido em flagrante delito, uma vez que tinha na sua posse receitas falsas de hormonas de crescimento e atestados médicos para cartas de condução.

A PJ refere que foram já “constituídos 10 (dez) arguidos tendo sido detido, em flagrante delito, um profissional de saúde do sexo masculino com 65 anos de idade”. Entre os 10 arguidos 10 encontram-se 3 médicos  e pessoas ligadas a ginásios. Para além do Dr Sano, dos outros médicos envolvidos, um trabalha em Aveiro e a outra já se encontra em situação de reforma, desconhecendo-se a localidade de residência.

A fraude consistia na “emissão de atestados médicos falsos e prescrição de receituário comparticipado a 100% pelo SNS, para aquisição de hormonas de crescimento” e terá defraudado o SNS em muitos milhares de euros. No caso das hormonas de crescimento o esquema passaria por entregar as receitas de hormonas de crescimento em ginásios.

Os medicamentos à base de hormonas de crescimento tem taxas de comparticipação elevadas, sendo alguns pagos a 100% pelo estado. Estes medicamentos são utilizadas sobretudo em crianças com problemas de crescimento, no entanto, juntamente com outras drogas, nomeadamente, esteróides, constituem aquilo a que por vezes se designa de “drogas de ginásio”, permitindo aumentar a massa muscular de uma forma artificial.

Durante as buscas foi “apreendido diverso material relacionado com a prática da atividade criminosa, nomeadamente, medicamentos que tinham sido comparticipados de forma fraudulenta”.

A PJ refere ainda que “a investigação prossegue no sentido de determinar, com rigor, todas as condutas criminosas e o seu alcance, bem como apurar o total do prejuízo causado ao Estado Português

 

Atualizado em 28JAN2020 para incluir mais uma das fontes da notícia

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