Sintra | Programa da 17.ª Edição do Festival de Teatro de Tema Clássico no Museu de Odrinhas

O Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas é o palco de mais uma edição do Festival de Teatro de Tema Clássico.

Uma tragédia, uma comédia e um bailado de dança grega antiga vão subir ao palco nas noites do Festival, 10, 11 e 17 de maio.

Programa:

10 de maio (sexta-feira)
21h30 – «Testamento», de Colm Tóibín Pelo grupo Teatro Livre

Com interpretação de Luísa Ortigoso, “O Testamento de Maria” conta a história de um cataclismo que levou a uma dor avassaladora. Para Maria, o seu filho perdeu-se para o mundo, e, agora, vivendo no exílio, com medo, tenta recompor a memória dos acontecimentos que levaram à sua morte brutal. Para ela, ele era uma figura vulnerável, cercada de homens em quem não se podia confiar, num tempo de mudança e turbulência.
À medida que a sua vida e sofrimento começam a ecoar a ressonância do mito, Maria luta para quebrar o silêncio que rodeia o que ela sabe ter acontecido. No seu esforço para dizer a verdade e desfiar a sua complexidade, emerge lentamente como uma figura de imensa estatura moral, bem como uma mulher da história agora representada como totalmente humana.

Duração: 75 minutos, aproximadamente.
Público-alvo: Jovens (a partir dos 14 anos) e adultos.
Acesso: 7,50€; mediante marcação; gratuito para grupos em visita de estudo.

 

11 de maio (sábado)
21h30 – Comédia «As Rãs», de Aristófanes Pelo grupo 5 Sentidos

A comédia “As Rãs” foi representada pela primeira vez em Atenas, no ano de 405 a.C., num festival em honra do deus Dioniso, tendo então ganho o primeiro lugar.
Conta como Dioniso, em desespero com a falta de qualidade dos tragediógrafos de Atenas, viaja para o Hades com o seu escravo Xanthias para trazer Eurípides de volta ao mundo dos vivos.
A temática subjacente, recorrente na obra de Aristófanes, implica uma condenação de novas práticas, vistas como uma decadência das nobres tradições. De natureza essencialmente literária, esta comédia é sobretudo uma crítica ao estado a que tinha chegado a tragédia ateniense.

Duração: 120 minutos; com intervalo.
Público-alvo: Jovens (a partir dos 16 anos) e adultos.
Acesso: 7,50€; mediante marcação; Gratuito para grupos em visita de estudo.

 

17 de maio (sexta-feira)
21h30 – Espectáculo de Dança Grega Antiga “Em Tempos de Zeus” pelo grupo Terpsichore Dance

“Em Tempos de Zeus” é um espetáculo de Dança Grega Antiga com canto e música ao vivo que relata o mito do nascimento de Zeus, um magnífico episódio da mitologia helénica sobre a conceção do tempo, a ordem cósmica e a origem divina da dança.

Cronos é o deus supremo do tempo que engole os seus filhos para que nenhum deles ouse destroná-lo. Quando Zeus nasce, a sua mãe Rea esconde-o em Creta, sob a protecção dos Curetes, um povo bélico que dança com as armas na mão em redor do bebé Zeus impedindo que Cronos oiça o choro do filho, ocultando assim a sua existência. Desta forma, Zeus cresce em segurança e, em adulto, destrona o pai Cronos – símbolo do tempo que tudo devora – tornando-se o deus soberano do panteão grego.

Baseando-se nas danças da antiguidade helénica, «Em Tempos de Zeus» faz uso de elementos de dança grega antiga tais como as schemata (padrões de movimento), a deixis (representação) ou o pirro (dança de luta) e aborda duas concepções distintas de tempo: o tempo natural e eterno, e o tempo humano e finito.

O espetáculo é da autoria do grupo Terpsichore, sob a direção de Sara Toscano, bailarina e investigadora de dança grega antiga no teatro grego de danças tradicionais Dora Stratou, em Atenas.

Duração: 50 minutos, sem intervalo.
Público-alvo: Jovens (a partir dos 12 anos) e adultos.
Acesso: 7,50€; mediante marcação; Gratuito para grupos em visita de estudo.

 

 

Informações e reservas:
+351 21 960 95 20 | dbmu.masmo.divulgacao@cm-sintra.pt

 

[Imagens: MASMO]

 

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