Desemprego desce nos concelhos de Mafra e Torres Vedras no mês de setembro

 

Segundo dados revelados pelo IEFP (Instituto do Emprego e Formação Profissional), no final do mês de setembro de 2021 estavam inscritos nos Serviços de Emprego do Continente e Regiões Autónomas, 359 148 desempregados. Este número é inferior ao verificado no mesmo mês de 2020 (-51 026 ; -12,4%) e ao mês anterior (agosto 2021) ((-9 256 ; -2,5%).

Centrando-nos nos concelhos de Mafra e Torres Vedras, as estatísticas mensais do desemprego registado por concelho revelam que no final do mês de setembro de 2021 existiam:

  • 1 932 desempregados no concelho de Mafra (834 homens e 1 098 mulheres) (-63 que em junho)
  • 2 289 desempregados no concelho de Torres Vedras (944 homens e 1 345 mulheres) (62 que em junho)
No concelho de Mafra No concelho de Torres Vedras
  • Existem 987 inscritos há menos de um ano e 945 há mais de um ano
  • 69 pessoas procuram o 1.º emprego enquanto 1 863 procuram um novo emprego
  • A faixa etária mais afetada é a dos 35-54 anos (948), seguindo-se a dos com mais de 55 anos (481), 25-34 anos (339), e por fim os com menos de 25 anos (164)
  • Quanto ao nível de instrução dos desempregados, a sua maioria tem o ensino secundário.

    92 não têm nenhum nível de instrução

    144 têm o 1.º Ciclo do ensino básico
    224 têm o 2.º Ciclo do ensino básico
    327 têm o 3.º Ciclo do ensino básico
    765 têm o Ensino Secundário
    380 têm um curso Superior

 

  • Ao longo do mês de setembro, foram colocadas 56 pessoas e 247 desempregados efetuaram a sua inscrição no centro de emprego, sendo 101 homens e 146 mulheres. As novas inscrições resultaram de ex -Inativos (24), despedido (38), despediu-se (5), despedimento por mútuo acordo (6), fim trabalho não permanente (140), trabalho por conta própria (0) e outros motivos (34).
  • Existem 1 249 inscritos há menos de um ano e 1 040 há mais de um ano
  • 166 pessoas procuram o 1.º emprego enquanto 2 123 procuram um novo emprego
  • A faixa etária mais afetada é a dos 35-54 anos (1 003) seguindo-se a dos mais de 55 anos (539), a dos 25-34 anos (466) e por fim os com menos de 25 anos (281)
  • Quanto ao nível de instrução dos desempregados, a sua maioria tem o ensino secundário.

    116 não tem nenhum nível de instrução

    241 têm o 1.º Ciclo do ensino básico
    288 têm o 2.º Ciclo do ensino básico
    452 têm o 3.º Ciclo do ensino básico
    807 têm o Ensino Secundário
    385 têm um curso Superior

 

  • Ao longo do mês de setembro, foram colocadas 105 pessoas e 253 desempregados efetuaram a sua inscrição no centro de emprego, sendo 90 homens e 163 mulheres. As novas inscrições resultaram de ex -Inativos (28), despedido (20), despediu-se (4), despedimento por mútuo acordo (11), fim trabalho não permanente (161), trabalho por conta própria (4) e outros motivos (25).

Regressando ao nível nacional e centrando-nos apenas em Portugal Continental, no final do mês de setembro estavam registados 359 148 desempregados, sendo:

  • 42,6% do sexo masculino e 57,4% do sexo feminino
  • 39 186 (10,9%) têm menos de 25 anos e os restantes 319 962 (89,1%) têm idade acima dos 25 anos
  • 9,6% (34 506) procuram o primeiro emprego enquanto 90,4% (324 642) procuram um novo emprego.


No Continente, o número de desempregados registados no fim do mês, por estado civil foi o seguinte:

Casados: 113.355
União de facto: 26.023
Solteiros: 146.286
Divorciados: 42.240
Viúvos: 5.826
Outros: 2.552

Em 8,1% (11 288) do total de desempregados casados ou em união de facto, o outro cônjuge está igualmente inscrito como desempregado no Serviço de Emprego.

Ao longo do mês de setembro de 2021 foram colocados (ofertas de emprego satisfeitas, com candidatos apresentados pelos Centros de Emprego), em Portugal Continental: 8 547 desempregados, a sua maioria na qualidade de “trabalhadores não qualificados”(41,6%).

No final do mês de setembro, 73,4% dos desempregados em Portugal continental perderam os seus empregos em atividades do sector dos serviços, 19,9% no sector secundário (Indústria, energia, água e construção) com o sector da Agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca a atingir 3,9% dos desempregados.

Nos serviços, as mais afetadas foram as atividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio, com 30,2%. Já no sector da Indústria, energia, água e construção, foi a construção a atividade mais atingida, com 6,1%.

 

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