Desemprego volta a diminuir nos concelhos de Mafra e Torres Vedras no mês de junho

 

Segundo dados revelados pelo IEFP (Instituto do Emprego e Formação Profissional), no final do mês de junho de 2021 estavam inscritos nos Serviços de Emprego do Continente e Regiões Autónomas, 377 872 desempregados. Este número é inferior ao verificado no mesmo mês de 2020 (-28 793 ; -7,1%) e ao mês anterior (maio 2021) (-24 311 ; -6,0%).

Centrando-nos nos concelhos de Mafra e Torres Vedras, as estatísticas mensais do desemprego registado por concelho revelam que no final do mês de junho de 2021 existiam:

  • 1 943 desempregados no concelho de Mafra (829 homens e 1 114 mulheres) (-179 que em maio)
  • 2 379 desempregados no concelho de Torres Vedras (989 homens e 1 390 mulheres) (131 que em maio)
No concelho de Mafra No concelho de Torres Vedras
  • Existem 1 042 inscritos há menos de um ano e 901 há mais de um ano
  • 66 pessoas procuram o 1.º emprego enquanto 1 877 procuram um novo emprego
  • A faixa etária mais afetada é a dos 35-54 anos (982), seguindo-se a dos com mais de 55 anos (468), 25-34 anos (329), e por fim os com menos de 25 anos (164)
  • Quanto ao nível de instrução dos desempregados, a sua maioria tem o ensino secundário.

    91 não têm nenhum nível de instrução

    162 têm o 1.º Ciclo do ensino básico
    247 têm o 2.º Ciclo do ensino básico
    357 têm o 3.º Ciclo do ensino básico
    740 têm o Ensino Secundário
    346 têm um curso Superior

 

  • Ao longo do mês de junho, foram colocadas 35 pessoas e 190 desempregados efetuaram a sua inscrição no centro de emprego, sendo 74 homens e 116 mulheres. As novas inscrições resultaram de ex -Inativos (11), despedido (34), despediu-se (3), despedimento por mútuo acordo (8), fim trabalho não permanente (94), trabalho por conta própria (4) e outros motivos (36).
  • Existem 1 389 inscritos há menos de um ano e 990 há mais de um ano
  • 148 pessoas procuram o 1.º emprego enquanto 2 231 procuram um novo emprego
  • A faixa etária mais afetada é a dos 35-54 anos (1 046) seguindo-se a dos mais de 55 anos (538), a dos 25-34 anos (494) e por fim os com menos de 25 anos (301)
  • Quanto ao nível de instrução dos desempregados, a sua maioria tem o ensino secundário.

    116 não tem nenhum nível de instrução

    274 têm o 1.º Ciclo do ensino básico
    307 têm o 2.º Ciclo do ensino básico
    536 têm o 3.º Ciclo do ensino básico
    823 têm o Ensino Secundário
    323 têm um curso Superior

 

  • Ao longo do mês de junho, foram colocadas 112 pessoas e 166 desempregados efetuaram a sua inscrição no centro de emprego, sendo 67 homens e 99 mulheres. As novas inscrições resultaram de ex -Inativos (19), despedido (21), despediu-se (2), despedimento por mútuo acordo (9), fim trabalho não permanente (91), trabalho por conta própria (2) e outros motivos (22).

Regressando ao nível nacional e centrando-nos apenas em Portugal Continental, no final do mês de junho estavam registados 352 250 desempregados, sendo:

  • 43,3% do sexo masculino e 56,7% do sexo feminino
  • 37 464 (10,6%) têm menos de 25 anos e os restantes 314 786 (89,4%) têm idade acima dos 25 anos
  • 8,6% (30 256) procuram o primeiro emprego enquanto 91,4% (321 994) procuram um novo emprego.


No Continente, o número de desempregados registados no fim do mês, por estado civil foi o seguinte:

Casados: 116.507
União de facto: 27.148
Solteiros: 155.111
Divorciados: 44.516
Viúvos: 6.153
Outros: 2.815

Em 8,4% (12 082) do total de desempregados casados ou em união de facto, o outro cônjuge está igualmente inscrito como desempregado no Serviço de Emprego.

Ao longo do mês de junho de 2021 foram colocados (ofertas de emprego satisfeitas, com candidatos apresentados pelos Centros de Emprego), em Portugal Continental: 9 314 desempregados, a sua maioria na qualidade de “trabalhadores não qualificados”(30,8%).

No final do mês de junho, 73,2% dos desempregados em Portugal continental perderam os seus empregos em atividades do sector dos serviços, 20,1% no sector secundário (Indústria, energia, água e construção) com o sector da Agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca a atingir 3,9% dos desempregados.

Nos serviços, as mais afetadas foram as atividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio, com 30,3%. Já no sector da Indústria, energia, água e construção, foi a construção a atividade mais atingida, com 6,2 %.

   

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