Torres Vedras apresentou ontem o seu Plano de Desenvolvimento em Saúde e Qualidade de Vida

 

Numa apresentação sem perguntas do público ou dos jornalistas, e contando com a presença dos Professores Adalberto Campos Fernandes e Paulo Sousa da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa e das Presidente e Vice-presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras (CMTV), Laura Rodrigues e Ana Umbelino, foi ontem apresentado o Plano de Desenvolvimento em Saúde e Qualidade de Vida no Concelho de Torres Vedras.

Segundo Laura Rodrigues, este estudo há de articular-se com outros estudos e outras iniciativas, de modo a permitir à gestão municipal delinear a Estratégia Municipal de Saúde. Nesta área, a CMTV espera que a Escola de Saúde possa começar a sua atividade letiva na cidade, no ano letivo 2022/23. Deve referir-se que a Câmara de Torres Vedras aceitou a transferência de competências na área da saúde, embora Laura Rodrigues tenha ontem admitido que “as contrapartidas não chegam”.

A apresentação do estudo esteve a cargo do Professor e investigador Paulo Sousa, da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa.

A gestão pública é como o feijão, precisa de pressão para cozer, [Ana Umbelino, vice-presidente da Câmara de Torres Vedras]

O objetivo primeiro deste estudo passou por caraterizar o perfil de saúde do concelho a partir de várias fontes e de vários recursos, incluindo um inquérito muito participado que contou com respostas de 1040 torrienses.

Trata-se de um estudo complexo, que toca vários temas que se interligam com o seu objeto principal, no entanto, destacaremos  a nota que revela estar o concelho a perder habitantes, que a taxa de suicídios do concelho atinge uns perigosos 17% (por 100 000 habitantes), que em comparação com os números do continente, Torres Vedras tem uma taxa de enfermeiros abaixo da média, que a sua população têm vindo a perder jovens e que o envelhecimento da população tem vindo a crescer e a imigração a aumentar.

Na intervenção que fez Ana Umbelino abordou vários aspetos filosóficos, afetivos, históricos e holísticos relacionados com o tema do estudo e com a sua integração na realidade do concelho. Destacamos a sua referência à necessidade de os responsáveis políticos ouvirem as críticas e estarem sensíveis às diferentes opiniões, ideia que sintetizou com uma frase de mérito, “a gestão pública é como o feijão, precisa de pressão para cozer”.

 

 

   

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