Autárquicas 2021 | Entrevista – Jorge Humberto Nogueira (Bloco de Esquerda – Torres Vedras)

 

Jornal de Mafra – Quem é Jorge Humberto Nogueira, candidato à presidência da Câmara de Torres Vedras pelo Bloco de Esquerda?
Jorge Humberto Nogueira (BE) –
Só não nasci em Torres Vedras, porque na minha geração era comum irmos nascer a Lisboa, mas 48 horas após nascer já regressara à cidade. Sou um Torriense e Torres Vedras é o meu chão.

Vivi a minha adolescência num período bastante importante para mim como pessoa, tinha 10 anos no 25 de abril de 1974, e muito daquilo que sou tem a marca dessa época, em que me formei como adulto.

Provenho de uma família muito humilde, de resto como a maioria das famílias daquela geração, porque Portugal era um país pobre. Talvez por isso, desenvolvi uma matriz de personalidade muito ligada à preocupação com as pessoas, com os mais carenciados e com as injustiças. Sempre me vi preocupado com os outros.

Pelos meus 15 anos era simpatizante da JCP, a juventude do PCP, mas aos 16 anos filiei-me na UDP, com quem me identificava mais, pelo tipo de esquerda e de socialismo que aquele partido representava. Participei nas campanhas do Major Tomé e de Otelo Saraiva de Carvalho.

Sempre tive a ideia, que a sociedade se pode mudar, por isso, a educação foi uma atividade que sempre me fascinou. Nutria grande admiração pelos educadores de infância, e foi a partir daí que decidi dedicar-me a trabalhar com jovens, decidi ser professor, mas professor de jovens com deficiência.

Quando os períodos de governação são muito prolongados criam-se muitos vícios, perde-se o contacto com a realidade e com as pessoas

Fui um dos primeiros educadores de infância em Portugal, fiz parte de grupos ecológicos e de associações culturais aqui em Torres Vedras, e como profissão segui a via do ensino. Hoje sou professor de educação especial, trabalho há 35 anos com pessoas com deficiência e há 3 anos decidi retomar a atividade política, como militante do Bloco de Esquerda, partido com que me identificava.

Jornal de Mafra – Que avaliação faz deste período autárquico que terminará com as eleições de setembro?
Jorge Humberto Nogueira (BE) –
Em Torres Vedras, desde que há eleições, estas têm sido ganhas pelo Partido Socialista, tendo a seu lado, algumas vezes, o PCP, partido que chegou a ter voto de desempate.

Quando os períodos de governação são muito prolongados criam-se muitos vícios, perde-se o contacto com a realidade e com as pessoas. Independentemente das políticas, penso haver aqui um défice de participação democrática. Quem se movimenta no concelho, como eu, fica com a noção daquilo que são as realidades que as pessoas vivem e daquilo que depois se concretiza em termos de políticas autárquicas. A perpetuação no poder pode trazer estes problemas.

Daqui resulta outro problema, a criação do tal polvo, em que tudo depende muito da autarquia, desde o subsídio à associação, desde a pessoa que precisa de uma licença para abrir o seu negócio, desde a pessoa que quer construir a sua casa, desde a pessoa que trabalha para a câmara e que tem a sua família, as pessoas que têm negócios com a câmara… Há uma teia e quando essa teia começa a ser utilizada como forma de perpetuação no poder e de estabelecimento de relações que se tornam pouco transparentes, tudo isto transforma a governação num processo opaco, com pouco contacto com as pessoas. A dependência que as pessoas têm da autarquia, cria este sistema, que eu até quero acreditar que nem será intencional.

Quando começamos a governar e a tomar decisões orientadas para continuarmos no poder e não para resolver os problemas das pessoas, as coisas começam a correr mal. Esta é a parte mais negativa dum balanço que eu possa fazer da governação aqui no concelho e penso que chegou o momento dos Torrienses mudarem essa agulha.

Jornal de Mafra – Que propostas apresenta o BE para desenvolver este território?
Jorge Humberto Nogueira (BE) –
O que diferencia essencialmente o Bloco, desta governação socialista ou das políticas de outros partidos, é a questão das prioridades. Nós temos uma preocupação social muito marcada relativamente às pessoas mais desfavorecidas do concelho.

Valorizar as pessoas não é dar-lhes subsídios, é proporcionar-lhes as ferramentas para que elas se emancipem e se fortaleçam

Em Torres Vedras, de resto, como em Mafra, que eu conheço o suficiente para dizer isto, há uma realidade que se chama pobreza envergonhada, uma pobreza escondida, de que nunca se fala e que, portanto, é como se não existisse.

Acreditamos que, quer relativamente às políticas sociais, quer em relação à igualdade das minorias e das pessoas que são tradicionalmente excluídas, o Bloco pugna por uma alavancagem do ataque a este problema, em comparação com outros problemas, os do tijolo, das obras, da státua, do museu disto e de aquilo. Nós alavancamos as pessoas, por isso, preferimos investir num plano municipal de habitação, do que num museu de “não sei quê” e isto, não quer dizer que o museu não seja preciso, mas nós temos esta prioridade, valorizar as pessoas.

Valorizar as pessoas não é dar-lhes subsídios, é proporcionar-lhes as ferramentas para que elas se emancipem e se fortaleçam. Um exemplo, se tivermos um plano de habitação com rendas controladas e acessíveis, as famílias não gastando tanto dinheiro em habitação poderão beneficiar de melhores condições de vida, aceder mais à cultura ou arriscar num negócio, ou até investir mais na educação dos filhos. De resto, este plano paga-se a si mesmo, as pessoas pagam a sua habitação e ao fim de uns anos, o investimento da câmara está pago.

Os serviços da câmara têm de sair dos gabinetes, têm de ir aos sítios e falar com as pessoas para saberem daquilo que elas efetivamente precisam para terem uma vida melhor. É por tudo isto que nós temos o slogan “Investir nas pessoas, garantir o futuro”.

Jornal de Mafra – A transparência das gestões autárquicas e o respeito pelos direitos da oposição são temas muito discutidos nos momentos eleitorais, o BE tem propostas nesta área?
Jorge Humberto Nogueira (BE) –
A perda da capacidade de ouvir as oposições é outro sintoma de longos períodos de maiorias absolutas. No Bloco temos sentido muito isso, até porque temos um deputado municipal que tem feito um trabalho excelente, que apresentou muitas propostas interessantes, cerca de três dezenas de propostas bem fundamentadas, a maioria das quais foram reprovadas pela maioria socialista. Algumas delas, até com o argumento de que são boas ideias, mas lá está, o Bloco a querer aparecer… Mais tarde, o mesmo tipo de propostas aparecem apresentadas pelo Partido Socialista. Não digo sequer, que copiaram, foi certamente uma coincidência. Se é uma boa ideia, porque não chamar o Bloco para a discutir? Sendo certo haver também boas ideias do lado do PSD, do CDS e do PCP, e nós já votámos favoravelmente algumas delas.

O diálogo democrático tem de ser real. O Boletim Municipal, que é um boletim Municipal, não tem espaço para a oposição, só dando uma coluna com 300 carateres a cada partido da oposição. As oposições não são muito tidas em conta. Dou um exemplo, ao fim de 40 anos, tivemos um Plano Estratégico para a Cultura que foi apresentado a 2 meses das eleições e que defende a participação de todos, mas a oposição não participou, embora se trate de um plano estratégico.

O Hospital de Torres Vedras perdeu a maternidade para as Caldas da Rainha, perdeu o internamento de pediatria e perdeu o serviço neonatal


Jornal de Mafra – Qual é a vossa posição relativamente à transferência de competências para as autarquias?
Jorge Humberto Nogueira (BE) –
Por princípio, só defendemos transferências de competências devidamente cabimentadas orçamentalmente e desde que esteja acautelada a competência técnica da autarquia, para as receber. Se isto não for acautelado, a autarquia quer a competência para ter mais poder, para fazer mais coisas, mas depois não tem dinheiro ou capacidade técnica para fazer como deve ser, levando muitas vezes ao recurso a outsourcings e à privatização dos serviços, com a qual não concordamos.

Receber competências, mas com condições e sem serem impostas. Relativamente à educação, o Bloco é contra a transferência de competências da administraçãso central.

Jornal de Mafra – Que caminho deverá trilhar o Hospital de Torres Vedras para resolver os problemas de que padece?
Jorge Humberto Nogueira (BE) – 
O hospital faz parte do Centro Hospitalar do Oeste, uma ideia que já nasceu errada, uma ideia economicista que tentou fazer de 3 hospitais um só, distando eles muitos quilómetros uns dos outros.

O Hospital de Torres Vedras perdeu a maternidade para as Caldas da Rainha, perdeu o internamento de pediatria e perdeu o serviço neonatal, resultando daqui, por-se uma população contra outra população, quando, na verdade, nós não podemos estar contra as pessoas das Caldas, elas dispoem desse serviço e merecem tê-lo, nós é que também deviamos tê-lo.Também nenhuma das 3 unidades hospitalares dispoe de uma unidade de cuidados intensivos, há um desinvestimento assinalável na área hospitalar do oeste onde vivem trezentas e tal mil pessoas, incluindo grande parte do concelho de Mafra.

O Hospital de Torres padece de muitos problemas estruturais que se têm arrastado no tempo e cuja solução passa pela construção do novo hospital do oeste, um hospital central, cuja localização terá de resultar de estudos técnicos, um hospital que irá também aliviar a carga dos hospitais de Lisboa A codid-19 mostrou que o Hospital de Torres “rebentou”, libertaram-se arrecadações, para conseguir instalar mais 2 camas. Agora, com a possibilidade de recorrer à “bazuca” seria um crime não avançar com a construção do novo hospital.

Jornal de Mafra – No quadro da “bazuca” há condições politicas para fazer aprovar o projeto do hospital ?
Jorge Humberto Nogueira (BE) – Tenho receio que não haja, embora veja isso com perplexidade, porque o partido com mais autarquias no oeste é o Partido Socialista, sendo também o partido que está no governo, seguido do partido que é a primeira força política da oposição.

Jornal de Mafra – E quanto ao serviço de urgência do hospital?
Jorge Humberto Nogueira (BE) – 
O hospital precisa de obras, mas nós temos aqui um problema, pois as instalações do hospital não são do estado, parte dele é o que resta do antigo edifício do hospital de Misericórdia, que pertence a uma IPSS à qual o estado paga uma renda. Portanto, tudo o que são obras ou remodelações, acaba sempre por contituir um problema.

Jornal de Mafra – A construção de ciclovias dentro da cidade é um problema ou é uma oportunidade?
Jorge Humberto Nogueira (BE) –
Penso que as ciclovias serão mais veículos de propaganda, do que propriamente uma solução. Quando não fazem parte de um plano integrado, as ciclovias resultam apenas num bocado de chão verde que dá jeito a alguns ciclistas.

Para termos um plano de mobilidade precisamos que as pessoas, quando vão trabalhar, não o façam de carro, mas não é isso que acontece com as ciclovias, elas servem mais para, que ao domingo, as pessoas andem um bocadinho de bicicleta, para que as pessoas mais idosas as utilizem para passear, já que os pisos são melhores do que os passeios, para os jovens andarem de skate e para fazer jogging. O problema não é a ciclovia, mas sim a estratégia em que se insere, sendo que aqui em Torres, ela não se insere em estratágia nenhuma. Não há oferta de veículos elétricos, bicicletas eletricas e segways, de resto uma proposta do Bloco que foi aprovada em Assembleia Municipal mas que não teve seguimento.

A nossa proposta passa por criar um Gabinete de Apoio ao Migrante que esteja no terreno e que dê resposta aos seus problemas em colaboração com os empregadores e com os serviços públicos

Não há em Torres Vedras um plano integrado de transportes públicos, é esse o grande problema, porque o transporte público é privado, obedecendo a critérios de lucro e não se adaptando às necessidades das pessoas. Em resumo, não temos nada contra as ciclovias, mas assim, não servem de grande coisa.

Jornal de Mafra – Que políticas propoe relativamente aos trabaladores migrantes que em Torres Vedras se dedicam sobretudo a trabalhos agricolas?
Jorge Humberto Nogueira (BE) – 
A nossa proposta passa por criar um Gabinete de Apoio ao Migrante que esteja no terreno e que dê resposta aos seus problemas em colaboração com os empregadores e com os serviços públicos.

É certo, que por força das circunstâncias, a autarquia apresentou um plano para lidar com o problema, mas é um plano coxo, porque não tem, por exemplo, propostas ao nível da habitação, aquele que é um dos principais problemas das comunidades migrantes. A autarquia fez um inquérito aos migrantes concluindo-se que os seus problemas passam sobretudo pela habitação, pela falta de acesso à documentação para a sua legalização, pelo acesso ao emprego com direitos e pelo acesso aos serviços públicos, saúde, educação, etc…Mas, na verdade, o plano da câmara não vai ao encontro dos principais problemas, limitando-se a referir aquilo que já é possível fazer-se.

Jornal de Mafra – Como olha para a retirada da confiança política e de pelouros à vereadora Claudia Ferreira?
Jorge Humberto Nogueira (BE) –
Esse foi um acontecinto a que alguns tentaram retirar peso, mas que na verdade é muitissimo grave do ponto de vista da governabilidade e da democracia, até porque as retiradas dos pelouros e da confiança politica não foram acompanhadas nas necessárias explicações. A vereadora foi eleita, quando se-lhe retira a confiança, tem de se explicar porquê.

Devido aos acontecimentos nefastos, trágicos e tristes que ocorreram, o tema tende a cair, embora notícias recentes dêem conta que a câmara foi fiscalizar a obra. O problema aqui relaciona-se mais com a informação que se presta às pessoas, as coisas negativas também são para se dizer. Se há problemas, abra-se um inquérito e investigue-se.

O problema não é tanto aquilo que aconteceu, mas a forma como o problema foi tratado, parecendo que se pretende esconder alguma coisa, surgindo informações contraditórias e ficando a ideia de que a pessoa está a ser perseguida. Foi uma coisa muito triste, deprimente e que não abona nada a favor da transparência política.

Jornal de Mafra – Na noite de 27 de abril houve uma manisfestação junto ao local onde decorria a Assembleia Municipal em que se discutia a situação da vereadora Claudia Ferreira. Diz-se que se terá manifestado aí, ao lado da exprema direita, quer comentar?
Jorge Humberto Nogueira (BE) – 
Eu não conheço aqui ninguem da extrema direita, se há, estão muito caladinhos, e não vi lá ninguém da extrema direita. Vi pessoas do Aliança, vi independentes, vi pessoas do Movimento Independente e vi pessoas do Partido Socialista. Aliás, a manifestação foi organizada por uma pessoa do Partido Socialista, que está nas listas do Partido Socialista.

Jornal de Mafra – Que responsabilidade poderão ter os partidos tradicionais, por ação ou por omissão, no surgimento de partidos populistas ou de extrema direita?
Jorge Humberto Nogueira (BE) –
Essa Assembleia foi um exemolo disso. As pessoas não compreendem muitas das atitudes que os políticos têm, nomeadamente aquelas atitiutes que tendem a perpetuar a sua manutenção no poder e a manter um clima de opacidade. Esse assunto da Assembeia  acabou por ser resolvido porque todos os partidos que estavam na manifestação estavam também na Assembleia e aí forçaram a resolução do problema. Foi uma resolução forçada e não o devia ter sido. O Presidente da Assembleia não se devia ter fechado numa interpretação legalista e podia ter matado o problema à nascença, dando a palavra à vereadora.

Tenho a perceção que o Bloco vai reforçar bastante a sua votação. No entanto, nós sabemos que Torres Vedras é neste momento uma grande incógnita eleitoral

As pessoas vêem este tipo de coisas e pensam que não dá para continuar assim.

Jornal de Mafra – Independentemente deste caso concreto, cabe alguma respondabilidade ao Bloco de Esquerda, no surgimento desta tendência, que alguns classificam como um retrocesso civilizacional?
Jorge Humberto Nogueira (BE) –
Penso que não existe um retrocesso. A ideia, que está na base do surgimento desses movimentos, em que os políticos são considerados gente corrupta, que fazem parte de um sistema, é uma ideia  fabricada que é incutida nas pessoas, de modo a manipular as suas emoções. Infelizmente, há muitos políticos que se poem a jeito quando perdem o contacto com a realidade. Nesse momento, quando a política deixa de olhar para a vida das pessoas e de as representar, as pessoas deixam de se rever naquilo que os partidos defendem, levando-as a aderir a qualquer forma de protesto.

Reconheço que existe uma óbvia responsabilidade da classe política, mas também existe uma vaga de informação que leva a isso.

No plano pessoal, acrecentaria algo, que admito, possa ofender algumas pessoas, a política é uma atividade nobre, mas é uma atividade que exige muito das pessoas que a exercem. Falar sobre um qualquer assunto exige estudo. A atividade política também exige um grau de preparação, de estudo, de raciocínio, de intervenção, é uma atividade que exige responsabilidade e conhecimento.

Antes de iniciar a minha atividade política, não tinha a conciência do grau de exigência a que um político, ou alguém que queira intervir civicamente, está sujeito. Muita gente não se quer dar ao trabalho de estudar os assuntos, e isto é muito bem aproveitado pelos movimentos populistas atraves dos apelo que fazem às emoções das pessoas.

Acredito, no entanto, que esses movimentos sejam mais efémeros do que aquilo que aparentam, porque quando atingem maior visibilidade e têm de passar das palavras à ação, começa-se a perceber que não há ideias, que há um vazio e que dali não resulta nada.

Da parte do Bloco, para combater isso contrapomos a ideia de que temos de ficar ao lado das pessoas.

Jornal de Mafra – A atividade política deve ser um serviço ou deve ser uma profissão?
Jorge Humberto Nogueira (BE) – 
A atividade política é uma missão, é um serviço e a limitação de mandatos é fundamental, a renovação é fundamental. Isto não significa que eu seja contra uma carreira política, desde que isso represente um serviço e não um recurso pela necessidade de um emprego.

Se as pessoas que vão para a política “tiverem uma vida”, isso garante que elas não precisem tão desesperadamente de se manter na política, desespero que as leve a ter de fazer coisas para se manter nessa profissão.

Jornal de Mafra – Nas autárquicas de 2013, o BE de Torres Vedras teve 1,97% (670 votos), em 2017 teve 3,16% (1.149 votos), que objetivos têm para 2021?
Jorge Humberto Nogueira (BE) – Tenho a perceção que o Bloco vai reforçar bastante a sua votação. No entanto, nós sabemos que Torres Vedras é neste momento uma grande incógnita eleitoral, porque há aqui variáveis novas a ter em conta, há um movimento que apareceu, há uma personalidade política com peso nacional, há uma série de circunstâncias que baralham um pouco as contas.

Garantido é que, seja qual for a nossa votação, no dia a seguir estaremos aqui, para na Assenbleia Municipal, na vereação, numa associação, num artigo de imprensa, numa conferência, continuarmos a defender aquilo que são as nossas ideias, porque seremos sempre Torrienses a baterem-se pela nossa cidade e pelo nosso concelho.

 

   

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