Inauguração dos Centros de Interpretação da Vila de Mafra e das Linhas de Torres em Mafra [Imagens]

 

O complexo da Quinta da Raposa, em Mafra, passa a contar com 4 novos espaços inaugurados na tarde de ontem com a presença de algumas entidades locais.

O novo Centro de Interpretação da Vila de Mafra (CIVIMAFRA) dedica-se à Terra, às Gentes e ao Património da Vila da Mafra e do Real Edifício pretendendo fazer o enquadramento histórico, cultural e museológico do território desde o século XII até aos dias nossos dias.

O pão, o Palácio Nacional de Mafra, os saloios, peças tumulares, moedas, sinos são o tema dos objetos expostos na exposição permanente.
A exposição temporária está este trimestre dedicada às fanfarras, bandas e filarmónicas do concelho.

O acervo do CIVIMAFRA e do centro Ernesto Soares é oriundo da autarquia, do seu curador, Manuel Gandra, e de outras origens, tendo os objetos sido cedidos mediante acordos, como é o caso da Irmandade do Santíssimo Sacramento de Mafra e da Santa Casa da Misericórdia de Mafra, entidade que embora seja contemplada com substanciais subsídios públicos, terá exigido que as peças que cedeu venham a ser, em breve, substituídas por réplicas.

Foi também inaugurado o Centro de Documentação Ernesto Soares, pedagogo, bibliógrafo e estudioso da história da gravura em Portugal, nascido em Mafra e que em 1914 foi preso por ter aderido ao golpe monárquico de 20 de outubro daquele ano, a chamada Revolta da Água-Pé. O Centro pretende fazer jus à obra do seu patrono e lançar um olhar sobre a imagem da Vila de Mafra, dispondo ainda de uma pequena biblioteca-arquivo.

Também o Centro de Interpretação das Linhas de Torres de Mafra, que se centra na importância do Palácio Nacional de Mafra durante as invasões francesas, foi inaugurado, nesta que é a sua terceira (será a última) localização em Mafra. O centro foca-se na telegrafia ótica e no trabalho dos militares no quadro da defesa do território durante as Invasões Napoleónicas.

Por fim o novo espaço cultural comporta ainda um atelier de artes plásticas.

Os trabalhos de execução do Centro de Interpretação da Vila de Mafra e do Centro Ernesto Soares orçaram os 157 838,77 € e durante os 45 dias de execução previstos no contrato foram realizadas: demolições de paredes interiores em alvenaria e pladur, picagem de paredes, demolição da parede exterior e abertura de caixa para execução de fundações para a implantação do elevador, execução de alvenarias e divisórias em gesso cartonado, revestimento de paredes em reboco, estuque e cerâmico, revestimento de tetos falsos, execução de betonilhas, revestimento de pavimentos em cerâmicos e tratamento de pavimentos em madeira, pinturas, execução de redes de águas e esgotos para instalações sanitárias e respetivos equipamentos sanitários, fornecimento e montagem de estrutura metálica para o elevador, fornecimento e montagem de elevador.

Ficam aqui algumas imagens da inauguração deste espaço, que em alguns aspetos parece fundar-se na defesa dos valores monárquicos, com especial relevância para a exaltação de Ernesto Soares e para a exibição de um documento claramente apologético da monarquia.

À cerimónia de inauguração não faltaram os discursos da praxe nem o tradicional descerrar da placa evocativa. No final da cerimónia, os presentes, sobretudo entidades políticas e funcionários municipais, fizeram uma visita guiada pelos vários espaços.

 

Os centros interpretativos vão funcionar de 3.ª a domingo nos seguintes horários:
3.ª a sábado: das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 17h00
domingos: das 14h00 às 17h00
Encerra às 2.ªs feiras e feriados

 

   

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