OPINIÃO POLÍTICA | Matilde Batalha (PAN) – Semear o Futuro – 10 anos de PAN

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OPINIÃO POLÍTICA | Matilde Batalha (PAN)
Semear o Futuro – 10 anos de PAN

 

O termo política vem da palavra grega politiká, que representa uma variação da palavra polis – “aquilo que é público”. Além de  designar o que é público, o termo também se refere ao bem comum da sociedade de um Estado, sendo o sistema político responsável por englobar instituições políticas que cuidam de uma Nação.

O PAN é um partido político que visa contribuir para a transformação do mundo através de valores éticos e ambientais. Assumimos que todos os seres sencientes, humanos e não-humanos são interdependentes e têm um principal interesse comum, o de satisfazerem as suas necessidades vitais, não sofrerem e experimentarem sensações e sentimentos de prazer, segurança, bem-estar e felicidade. Nesse sentido o PAN vem propor uma mudança de paradigma político.

Cuidar e gerir o que é publico não passa por cuidarmos apenas do que é nosso (dinheiro públicos, instituições, segurança, infraestruturas, saúde, etc.), mas cuidar de algo do qual fazemos parte, o Planeta.  Não podemos continuar a ter com a Natureza uma relação de soberania, de esgotamento de recursos. Somos parte e não o centro do mundo. E mais do que cuidar da nação, a política que defendemos versa sobre cuidar desse todo, da nossa casa comum, do planeta, da Natureza e todos os seres na medida em que vivemos em interdependência.

O PAN faz 10 anos e tem representado na política nacional esse paradigma mental, ético, cultural e civilizacional, emergente em todo o mundo. O PAN assume-se como um partido inteiro, que visa promover o bem de todos, humanos e não-humanos, e não apenas de alguns.

Após 10 anos de PAN são visíveis já muitas conquistas como a confirmação em lei da senciência animal; a proibição do abate de animais como forma de controlo populacional;  a permissão para os animais entrarem em cafés; o fim dos animais no circo;  o descarte irresponsável de beatas; o compromisso da desplastificação; o fim da utilização de óleo de palma na produção de biocombustíveis; proibição da venda não profissional de glifosato; as refeições vegetarianas nos refeitórios públicos, entre outras.

O caminho faz-se caminhando e 10 anos depois o PAN mantém-se fiel às suas causas, como sendo o combate às alterações climáticas, a preservação dos ecossistemas da biodiversidade, a proteção e o bem-estar animal, o combate às desigualdades sociais que ainda persistem, a promoção da inclusão e a erradicação de todas as formas de violência.

É cada vez mais urgente que se dê uma profunda mudança na relação do ser humano com a natureza, com o meio ambiente e os animais, privilegiando-se a harmonia ecológica, o desenvolvimento sustentado e a diminuição progressiva da exploração, dor, medo e stress a que os animais são hoje sujeitos pelo ser humano. Defender a natureza, o meio ambiente e os animais não humanos é defender o ser humano, não fazendo qualquer sentido separar as duas esferas de interesses.

O planeta Terra está a caminhar rapidamente para um ponto de não retorno e a Ciência há muito que nos avisa da necessidade de serem tomadas medidas urgentes na forma como produzimos, consumimos recursos e na forma como gerimos os resíduos. Por ser urgente colocar o ambiente na prioridade de quem nos governa e por muitas outras razões, o PAN faz falta, precisa de mais força e veio para ficar.


Matilde Batalha
Psicóloga clínica e deputada municipal pelo PAN

 


Pode ler (aqui) outros artigos de opinião de Matilde Batalha



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