Desemprego cresceu em Mafra e diminuiu em Torres Vedras no mês de abril

INSTITUTO DO EMPREGO E FORMAÇAO PROFISSIONAL

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Segundo dados revelados pelo IEFP (Instituto do Emprego e Formação Profissional), no final do mês de abril de 2021 estavam inscritos nos Serviços de Emprego do Continente e Regiões Autónomas, 423 888 desempregados. Este número é superior ao verificado no mesmo mês de 2020 (+31 565 ; +8,0%) e ao mês anterior (março 2021) (-8 963 ; -2,1%).

Centrando-nos nos concelhos de Mafra e Torres Vedras, as estatísticas mensais do desemprego registado por concelho revelam que no final do mês de abril de 2021 existiam:

  • 2 233 desempregados no concelho de Mafra (985 homens e 1 248 mulheres) (+47 que em março)
  • 2 607 desempregados no concelho de Torres Vedras (1 078 homens e 1 529 mulheres) (75 que em março)
No concelho de Mafra No concelho de Torres Vedras
  • Existem 1 268 inscritos há menos de um ano e 965 há mais de um ano
  • 81 pessoas procuram o 1.º emprego enquanto 2 152 procuram um novo emprego
  • A faixa etária mais afetada é a dos 35-54 anos (1 082), seguindo-se a dos com mais de 55 anos (522), 25-34 anos (397), e por fim os com menos de 25 anos (232)
  • Quanto ao nível de instrução dos desempregados, a sua maioria tem o ensino secundário.

    84 não têm nenhum nível de instrução

    182 têm o 1.º Ciclo do ensino básico
    284 têm o 2.º Ciclo do ensino básico
    394 têm o 3.º Ciclo do ensino básico
    876 têm o Ensino Secundário
    413 têm um curso Superior

 

  • Ao longo do mês de abril, foram colocadas 45 pessoas e 236 desempregados efetuaram a sua inscrição no centro de emprego, sendo 107 homens e 129 mulheres. As novas inscrições resultaram de ex -Inativos (14), despedido (42), despediu-se (9), despedimento por mútuo acordo (9), fim trabalho não permanente (92), trabalho por conta própria (1) e outros motivos (69).
  • Existem 1 657 inscritos há menos de um ano e 950 há mais de um ano
  • 162 pessoas procuram o 1.º emprego enquanto 2 445 procuram um novo emprego
  • A faixa etária mais afetada é a dos 35-54 anos (1 161) seguindo-se a dos mais de 55 anos (543), a dos 25-34 anos (541) e por fim os com menos de 25 anos (362)
  • Quanto ao nível de instrução dos desempregados, a sua maioria tem o ensino secundário.

    138 não tem nenhum nível de instrução

    305 têm o 1.º Ciclo do ensino básico
    321 têm o 2.º Ciclo do ensino básico
    584 têm o 3.º Ciclo do ensino básico
    933 têm o Ensino Secundário
    326 têm um curso Superior

 

  • Ao longo do mês de abril, foram colocadas 93 pessoas e 300 desempregados efetuaram a sua inscrição no centro de emprego, sendo 108 homens e 192 mulheres. As novas inscrições resultaram de ex -Inativos (26), despedido (28), despediu-se (1), despedimento por mútuo acordo (11), fim trabalho não permanente (203), trabalho por conta própria (1) e outros motivos (30).

Regressando ao nível nacional e centrando-nos apenas em Portugal Continental, no final do mês de abril estavam registados 396 707 desempregados, sendo:

  • 43,9% do sexo masculino e 56,2% do sexo feminino
  • 45 331 (11,4%) têm menos de 25 anos e os restantes 351 376 (88,6%) têm idade acima dos 25 anos
  • 7,9% (31 481) procuram o primeiro emprego enquanto 92,1% (365 226) procuram um novo emprego.


No Continente, o número de desempregados registados no fim do mês, por estado civil foi o seguinte:

Casados: 128.567
União de facto: 29.556
Solteiros: 179.709
Divorciados: 49.098
Viúvos: 6.704
Outros: 3.073

Em 8,6% (656) do total de desempregados casados ou em união de facto, o outro cônjuge está igualmente inscrito como desempregado no Serviço de Emprego.

Ao longo do mês de abril de 2021 foram colocados (ofertas de emprego satisfeitas, com candidatos apresentados pelos Centros de Emprego), em Portugal Continental: 7 589 desempregados, a sua maioria na qualidade de “trabalhadores não qualificados”(32%).

No final do mês de abril, 73,7% dos desempregados em Portugal continental perderam os seus empregos em atividades do sector dos serviços, 19,5% no sector secundário (Indústria, energia, água e construção) com o sector da Agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca a atingir 4% dos desempregados.

Nos serviços, as mais afetadas foram as atividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio, com 29,4%. Já no sector da Indústria, energia, água e construção, foi a construção a atividade mais atingida, com 6%.

 

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