Linha do Oeste | Subestação elétrica de Runa causa polémica

A modernização e a eletrificação da linha do oeste vem responder aos anseios das populações daquela região do país. O processo tem apresentado avanços e recuos, mas finalmente começa a ver-se algo de substancial a acontecer no terreno.

Uma das obras necessárias à eletrificação da via, é a construção de uma Subestação de Tração, que transformará muito alta tensão, na energia necessária para alimentar os comboios, cuja localização está prevista para a zona de Runa e Penedo, no concelho de Torres Vedras. No entanto, a construção da subestação tem estado envolvida em polémica, tendo já sido alvo de protestos das populações e de algumas forças políticas.

Em causa está, sobretudo, a passagem das linhas de alta tensão, cuja localização foi contestada por razões de caráter arqueológico, ambiental e paisagístico, invocando-se ainda a perturbação do bem-estar das populações de Runa e Penedo devido à passagem das linhas na proximidade das habitações.

O Bloco de Esquerda (BE) tomou posição relativamente a esta matéria. “O Bloco de Esquerda de Torres Vedras está solidário com os movimentos populares em Runa, que se opõem à atual localização da Subestação Elétrica destinada à transformação de Muito Alta Tensão, em energia para alimentar a linha do Oeste“.

A partir desta posição, o grupo parlamentar do BE na Assembleia da república dirigiu uma pergunta ao Ministério das Infraestruturas e Habitação, onde, “sem pôr em causa a importância da modernização da linha do Oeste, um investimento, aliás reivindicado por este Grupo Parlamentar”, colocou a questão da localização da subestação e dos seus impactos ambientais, paisagísticos e patrimoniais.

Às questões levantadas pelo Bloco de Esquerda respondeu o Ministério das Infraestruturas e Habitação referindo que “a alteração da localização da subestação de Runa, nesta fase, teria como consequência um atraso irreversível na conclusão da eletrificação entre Meleças (Sintra) e Caldas da Rainha, comprometendo o financiamento comunitário já aprovado”, acrescentando que a habitação mais próxima das linhas elétricas, se situa a mais de 35 metros.

O PSD de Torres Vedras também já se pronunciou pela voz do vereador da Câmara de Torres Vedras, Marco Claudino, que defendeu compensações para as populações, no caso de haver impactos negativos e de já não ser possível reverter o traçado das linhas.

Hoje visitou Runa, Mariana Silva, deputada o grupo parlamentar Os Verdes. Esta força política considera, ser necessário “acautelar alguns impactos negativos, nomeadamente a proximidade com uma habitação, os postes de alta tensão com dezenas de metros de altura e a necessidade de preservação de património cultural e natural, como é o caso das oliveiras no caminho para a Granja, assim como terrenos da Reserva Agrícola Nacional e um caminho romano“.

[imagem:Tribuna do Sizandro]

 

   

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