No centro da vila há uma Mafra desconhecida e degradada que espera por si

No centro da vila há uma Mafra desconhecida que espera por si.

Uma Mafra degradada, uma Mafra devoluta, uma Mafra a cair da tripeça, uma Mafra desleixada, uma Mafra abandonada, uma Mafra urbanisticamente doente. Uma Mafra que mostra o Palácio Nacional como cartão visita dourado, no esplendor do Património Mundial da UNESCO, edifício monumental que no centro da vila convive com um edificado que ora parece saído de uma guerra (ver as imagens que ilustram o artigo), ou se apresenta desbotado e cruzado por uma rede de fios propriedade das todo poderosas empresas de telecomunicações.

Há muito que Mafra votou ao abandono a sua sala de visitas, deixou degradar os carrilhões (recentemente reabilitados, diga-se em abono da verdade, a partir de energicos esforços políticos empreendidos pelo município), mas mantém o Real Edifício com a cara por lavar, as pedras manchadas de negro e as cores desbotadas.

As várias ARU’s (Áreas de Reabilitação Urbana) ainda não chegaram ao centro da vila, os nossos governantes locais ainda não passaram pelo centro de Guimarães e desconhecem as histórias de reabilitação (bem mais difíceis e bem mais onerosas) dos centros históricos da Europa Central, devastados por uma guerra.

Ocorreu recentemente a derrocada de mais um telhado no centro de Mafra. Desta feita, tratou-se de um edifício já degradado, localizado no Terreiro D. João V, o coração da vila, onde esteve em tempos, instalada uma loja.

O Jornal de Mafra fez o périplo fotográficos do centro da vila, da Av. Movimento das Forças Armadas passando pelo Terreiro D. João V, internando-se depois no casco da vila, Rua Nova e limítrofes, seguindo então para o outro lado do Terreiro, até à R. Moreira e limítrofes.

Artigo atualizado em 18 de fevereiro às 21:51

   

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One Thought to “No centro da vila há uma Mafra desconhecida e degradada que espera por si”

  1. Nádia Soares

    É realmente triste ver edifícios neste estado numa vila tão bonita… Podiam dar oportunidade e apoio a quem os quisesse reabilitar mas os valores das ruínas mantêm-se nas alturas e as burocracias anexas acabam com qualquer motivação… 😔
    Porque não descomplicar?….

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