Mafra | 8ª Força Nacional Destacada para a República Centro Africana em treinos na Tapada Militar [Imagens]

A República Centro-Africana é uma antiga colónia francesa e é também um país em crise permanente. Um país pobre e politicamente instável, a braços com uma guerra de guerrilha. As Nações Unidas decidiram deslocar para o país uma força militar constituída por vários países, destinada a desenvolver apoio humanitário naquela região.

A União Europeia enviou tropas a partir de 2014 e nesse quadro tem havido contingentes portugueses no terreno.  Em março deste ano entrou em atividade a 7ª Força Portuguesa Deslocada Para a República Centro-Africana, força que deverá ser rendida brevemente por uma nova força portuguesa.

Ao longo desta semana, a próxima força que representará Portugal no contingente das Nações Unidas, a 8ª Força Nacional Destacada (FND) para a República Centro Africana (RCA) está a realizar treino operacional em Mafra, na Tapada Militar.

Esta força é constituída por 180 militares, entre eles 6 mulheres, 2 médicos, 3 enfermeiros e 3 socorristas, maioritariamente oriundos dos Comandos (99) e está a preparar-se para rumar à RCA em outubro/novembro, ficando sediada na capital do país, Bangui.

A força irá contar pela primeira vez com as novas viaturas ligeiras URO VAMTAC ST5 e com novo armamento ligeiro (pistolas GLOCK 17 5 GEN, espingardas automáticas FN SCAR e metralhadoras ligeiras FN MINIMI MK3). Contará também com o apoio de drones e de veículos aéreos não tripulados (aviões telecomandados) que permitirão fazer reconhecimentos aéreos do terreno.

Os treinos são constituídos por uma componente pratica e teórica, sendo que na parte teórica, os militares tem palestras sobre regras de empenhamento, direito internacional, apoio sanitário e primeiros socorros, entre muitos outros temas.

Esta manhã, o Jornal de Mafra esteve no “teatro de operações” acompanhado pelo Sargento Ajudante Freitas e assistiu ao trino desta força. Ficou-nos uma imagem de grande profissionalismo dos homens que vão representar o país nesta força das Nações Unidas. Um grau de planeamento que seria interessante ver na sociedade civil, um grande empenhamento, um domínio técnico que não deixa margem para dúvidas, algum esforço de modernização e a certeza de que esta força estará no terreno bem consciente dos limites que a sua missão implica, foram os pontos principais que retivemos desta manhã passada na Tapada Militar, com estes homens e mulheres do exército.


O Jornal de Mafra e a DGS Aconselham


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