Nacional | PAN afirma que a nova injeção financeira no Novo Banco é uma “operação irresponsável”

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Em nota de imprensa, o PAN reage à à injeção de mais 850 milhões de euros de dinheiro público no Novo Banco, fazendo-o nestes termos:

“A injeção apressada de 850 milhões de euros no Novo Banco via Fundo de Resolução é uma operação irresponsável, que poderá comprometer ainda mais os resultados orçamentais e a sustentabilidade financeira do nosso país neste ano.

De resto, o Governo fê-lo sem que sejam conhecidos os resultados da auditoria às contas do Novo Banco, prometida pelo Primeiro-Ministro, António Costa, em resposta ao PAN, no Debate Quinzenal do passado dia 22 de abril de 2020, o que demonstra uma enorme falta de honestidade e de transparência e um desrespeito pelo Parlamento enquanto órgão de soberania.
[…] No Orçamento do Estado de 2020, o PAN votou contra esta injeção de dinheiro no Novo Banco e, desde o início da crise sanitária causada pelo novo coronavírus, que tem defendendo publicamente que estes 850 milhões de euros não deveriam ser injetados pelo Governo no Fundo de Resolução, tendo em conta que, neste momento, seriam mais necessários para fazer face às graves consequências sociais e económicas desta crise que estamos a viver.

Este ato do Governo demonstra, na nossa opinião, que, mesmo num contexto grave como o que vivemos em que cada euro conta, para o Governo a banca e os interesses instalados, que têm capturado o Estado nos últimos anos estão à frente dos cidadãos e são sempre a prioridade n.º 1.

O PAN enfatiza que, em sede de Orçamento do Estado, propôs que esta injeção de capital só pudesse ocorrer mediante a realização de uma auditoria ao Novo Banco, proposta chumbada com o voto contra de PS e abstenção de PSD. […]”

As ondas de choque do caso Banco Espírito Santo continuam a sacudir o país. Num momento de profundíssima crise como aquela que o país vive, a existência de entidades bancárias desequilibradas financeiramente, com situações pregressas não resolvidas, constitui um problema grave que se vem adicionar aos problemas económicos e financeiros resultantes da pandemia, contribuindo para uma ainda maior indefinição daquilo que nos espera.

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