Câmara de Mafra terá impedido atividade sindical nos Paços do Concelho

Câmara de Mafra terá impedido atividade sindical nos Paços do Concelho

 

No dia 27 de setembro, um dirigente sindical do STAL (Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional, Empresas Públicas, Concessionárias e Afins) acompanhado pela delegada sindical na câmara Municipal de Mafra (CMM) viu barrada a sua entrada no edifício da câmara, quando pretendia exercer o seu direito de atividade sindical nas instalações da CMM, entidade onde o sindicato terá umas centenas de filiados.

Não era a primeira vez que o dirigente sindical entrava na câmara de Mafra, no entanto, foi a primeira vez que foi barrado, embora na vez anterior já lhe tenham sido colocadas algumas dificuldades de acesso.

Perante a recusa, o dirigente sindical, António Magalhães, dirigiu-se mesmo à GNR de Mafra, não tendo, no entanto apresentado queixa. Segundo este dirigente sindical, na GNR terá sido desmotivado da apresentação de queixa, “sabe como é, uma câmara é uma câmara…isto vai cair em cesto roto”, tendo sido aconselhado a apresentar uma queixa no Livro de Reclamações da câmara de Mafra, algo que o sindicalista considerou despropositado.

O dirigente sindical optou, então, por diligenciar o envio do ofício que ilustra esta notícia, tendo referido ao Jornal de Mafra, que em mais de 20 anos de atividade sindical, nunca tinha visto barrada assim a sua entrada num espaço público, para exercer a atividade sindical, atividade protegida pela constituição e pela lei ordinária, disse, considerando o acontecido, como “uma coisa do outro mundo”.

Ainda segundo António Magalhães, a responsável direta pela interdição, terá sido a funcionária municipal, Ana Viana, diretora do Departamento de Administração Geral e Finanças, que “terá mandado dizer, que não queria que se perturbasse quem está a trabalhar”. Por outro lado, ninguém terá dado seguimento ao pedido de António Magalhães, para falar com um vereador, um assessor, ou com o próprio presidente da câmara.

Este dirigente sindical promete, no entanto, voltar muito proximamente à Câmara de Mafra, no sentido, disse, “de exercer os direitos que a lei laboral e a constituição da república” conferem às entidades sindicais.

Contactadas pelo Jornal de Mafra, até este momento, a Câmara Municipal de Mafra não respondeu ao nosso pedido de esclarecimentos, e o comandante do destacamento territorial de Mafra da GNR também ainda não respondeu às nossas tentativas de contacto.

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