Mafra || Colégio Miramar sob investigação

Mafra – Colégio Miramar sob investigação

 

Segundo o Público, o Colégio Miramar, de Sto. Isidoro, ainda financiado pelo estado através de um contrato de associação, que lhe rende 80.500 por ano por cada uma das 44 turmas adstritas a este contrato, estará sob investigação pelo ministério da educação, investigação que se relacionará com o facto de o colégio ter aceite alunos que não residem na área geográfica de influência do colégio, algo que está interdito a colégios com contratos de associação com o estado.

O Colégio Miramar faz parte do Grupo GPS, “lar” de muitos dirigentes do PSD e do PS, que ocuparam lugares de destaque neste grupo empresarial relacionado com o ensino privado. Uma acusação de burla qualificada, falsificação de documentos e peculato irá levar a julgamento 5 dos administradores do grupo, acusados pelo ministério público de se terem apoderado “para seu uso pessoal, de 30 dos 300 milhões de euros que o GPS recebeu do Estado entre 2005 e 2013″, no contexto dos contratos de associação.

Relativamente às questões atualmente em causa no Colégio Miramar, refere o Público, que lhe chegaram ” denúncias dando conta de que nas inscrições para o próximo ano lectivo o Miramar terá aceite “alunos de outras zonas, por exemplo de Sintra. Isto enquanto estudantes cujos pais residem ou trabalham na área de influência do colégio ficaram sem lugar. É o que se terá passado no 5.º ano de escolaridade, que vai contar com cinco novas turmas financiadas pelo Estado no próximo ano lectivo.  Contatado por aquele jornal, o colégio não terá respondido às perguntas que lhe foram dirigidas.

O Colégio Miramar foi um dos poucos que não foram afectados pelos cortes devido à carência de oferta pública na sua área geográfica. No mesmo concelho (Mafra), o Colégio Santo André, também do grupo GPS, passou, a partir de 2016/2017, a só ter contratos de associação para turmas do ensino secundário. Antes o financiamento do Estado também abrangia o 3.º ciclo de escolaridade, mas como existem duas escolas públicas por perto este apoio acabou por ser cortado“, refere ainda o Público 

 

 

Siga-nos nas redes sociais

Artigos Relacionados

5 Thoughts to “Mafra || Colégio Miramar sob investigação”

  1. Silke Giesecke

    Also my son did not get a place in the 5th grade in the Colégio Miramar. Born in Lisbon, fluently speaks Portuguese. Dwells as divorce child in Ericeira (Ribeira d´Ilhas) and Santo Isidoro. His entire 4th class of EBI Santo Isidoro moves to Colégio Miramar and he is not accept.
    Before the summer holidays the class visited the Colégio together to see, where they will learn together in the nex view years. He was exited and so happy. Did everything to get a really good school certificate.
    And now he received a slap and is so incredibly sad. Sad to lose his friends and it is completely incomprehens ible to me, like such a thing can be happen.
    Who decided this?

    I asked in the DSECP and the only answere I received is: They process was checked and no irregularity could be found.

    Anyone here looks for the children?

  2. Ereaman

    o pior ceguinho é aquele que não quer ver, mas este nem precisava, tal é o seu apego ao poder e ao dinheiro. Um verdadeiro artista

  3. Com fundamento ou não, a verdade é que sou pai de uma criança nesta situação. O meu filho, é natural e reside na freguesia de Santo Isidoro (área geográfica de influência) e foi a única criança da turma dele, a transitar da escola básica da Lagoa, que não foi admitido no colégio Miramar. Temos tentado arranjar soluções para que ele entre, uma vez que acreditamos que é um direito nosso, mas até agora ainda não conseguimos.

  4. Luis Cortez

    Exmos. Srs.
    Conforme afirmam neste artigo não receberam confirmação às V. questões e, portanto limitaram-se a publicar rumores sem fundamento.
    No entanto as informações que receberam acerca dos despejos de lixos de diversas proveniências paredes meias com esta instituição e que, por ausência de recipientes de recolha e também por falta de civismo se vai amontoando à meses, sem a repectiva recolha pelas autoridades, disso não escreveram nem foi notícia.
    Desde já agradeço a V. isenção, ou falta dela, no dever de informar.

    1. Caro leitor
      No próprio artigo cita-se a sua fonte. Neste caso a fonte citada é o jornal nacional “Público”. Não se trata, pois, de uma notícia JM, como se depreende facilmente da leitura da notícia. Convém sempre ler a notícia antes de a comentar

      Quanto à parte restante do seu comentário, é o JM que decide, se e quando, utiliza a informação que lhe chega. É o JM que decide se a informação é ou não fidedigna. De resto, quanto ao “dever de informar” não exercido, deve estar a pensar em outros órgãos de comunicação social do concelho, até porque há temas informativos, demasiados, em que só o JM toca.

      Finalmente, o JM, que é um jornal de leitura gratuita, não serve interesses de particulares.

Comments are closed.