Viagem pelo património classificado do município de Mafra | Igreja Paroquial de Santo Isidoro [Imagens]

Viagem pelo património classificado do município de Mafra – Igreja Paroquial de Santo Isidoro

 

A Igreja Paroquial de Santo Isidoro apresenta uma planta poligonal, de fachadas rebocadas e caiadas de branco é uma “Igreja paroquial rural de possível construção quinhentista e reconstrução setecentista, apresenta características manuelinas, maneiristas e barrocas”.

A sua fachada principal “de orientação canónica, precedida por galilé lateralmente fechada e delimitada por cunhais encimados por pináculos, com acesso ao centro por arco pleno de cantaria e coberta por abóbada de aresta; na fachada da igreja o portal principal, de verga reta, é encimado por pedra de armas datada de 1732 com as insígnias do orago (mitra e báculo) inscrita no frontão triangular e, no segundo registo, uma janela retangular gradeada; remate em empena de linhas curvas, interrompida à direita pelo corpo da torre, delimitado por cunhais, inferiormente cego e, no último registo, vazado por quatro sineiras em arco pleno”.

No interior é composta por uma ”nave única integralmente revestida de azulejos de padrão policromados, azuis e amarelos, intercalados por painéis representando os quatro Evangelistas. Iluminação uniforme conseguida através dos janelões junto da cobertura da nave e do coro-alto. Cobertura em abóbada de berço com pintura ornamental envolvendo composição central figurando Santo Isidoro. (…)A cobrir a totalidade da sua parede testeira encontra-se um retábulo de talha dourada setecentista, de Estilo Nacional, de corpo côncavo e um só eixo, com camarim e trono enquadrado por dupla coluna pseudo-salomónica decorada com cachos de uva e fénix, decoração que se prolonga pelas arquivoltas do remate, sendo este em medalhão de madeira decorado”.

 

Época Construção: Séc. 16 / 17

Arquitecto / Construtor / Autor: Desconhecido

Materiais: Cantarias de calcário; alvenaria mista rebocada e pintada, mármores, estuque, azulejos, talha dourada e pintada, vidro, telhas.

Protecção: Imóvel de Interesse Público desde 05 janeiro 1950 (DOF: Igreja de Santo Isidoro de Mafra).

Enquadramento: Periurbano. Destacado e isolado, circundado por adro parcialmente murado tendo defronte pequeno cruzeiro com reaproveitamento de materiais, sobre plinto paralelepipédico e soco de três degraus quadrangulares. Localizado a noroeste do centro da povoação, nas imediações do cemitério.

Propriedade: Igreja Católica (Diocese de Lisboa)

 

 

Cronologia
1596 – Livro de Registos Mistos e Visitações mostram que a paróquia se encontrava ativa por esta altura; Séc. 16 – edificação do primitivo edifício, uma primeira ermida dedicada a Santo Isidoro, do qual restam apenas alguns vestígios, como o arco triunfal e a pia de água benta; 1616 – reedificação do corpo da igreja, com ampliação da mesma, em obra costeada pelos moradores da freguesia, que são os fabriqueiros; 164, 25 março – 1659, 05 abril – é cura da igreja Orlando Marcos Ribeiro; 01671 – campanha decorativa com aplicação de revestimento em azulejo de padrão, azul e amarelo, e figurativo, na nave e colocação de altares de talha; 1722 – realização do armário da Sacristia; 1732 – construção da porta principal; 1738 – colocação do relógio de sol; 1758 – de acordo com a resposta do vigário contida nas Memórias Paroquiais, Santo Isidoro, termo de Mafra, com 229 fogos, é templo anexo a Santo André (v. IPA.00002340), pertencente à Vigararia de Sintra, Comarca de Torres Vedras, com pároco da apresentação dos fregueses, com título de capelão, e confirmação do arcebispo; tem duas irmandades ativas: Santíssimo Sacramento e das Almas; tem cobertura em abóboda e estrutura murária revestida a azulejo; três altares: o mor, com o santo padroeiro em sacrário, o colateral do lado do Evangelho dedicado ao divino Espírito Santo, e o do lado da Epístola, a Nossa senhora do Rosário; não terá sofrido grandes danos com o terramoto de 01 novembro de 1755; 1781 – registo da vinda do visitador do arcebispado; Séc. 18, final – campanha decorativa responsável pelos estuques marmoreados; Séc. 19 – a Fábrica da Igreja mantém foros em propriedades que vão do Casal de Carcavelos até Riba-mar, pagos quer em bens (alqueires de trigo e cevada) quer em dinheiro; 1890 – da relação dos bens desta igreja constam: uma imagem de Nossa Senhora do Rosário de roca; uma imagem de Santo Isidoro partida, incapaz para o culto; imagens em pedra de São Sebastião, São Braz, Santa Luzia, São Pedro, São Francisco, São Bento e do Senhor da Boa Morte; dois Crucifixos, um deles em mau estado; quatro cálices de prata lisa, e um lavrado e dourado co seis campainhas; uma custódia de prata; um cofre no mesmo material e várias alfaias; mobiliário; prazos e terras; 1901, 22 abril – ofício do juiz da Irmandade do Santíssimo Sacramento de Santo Isidoro, António Duarte, dirigido ao administrador do Concelho de Mafra, a informar que o Compromisso pelo qual a Irmandade se rege tem a data de 1807; 1946, 18 outubro – 1949, 31 maio – processo de classificação da Igreja Nova e Santo Isidoro como Imóvel de Interesse Público, cuja classificação acaba por ser oficializada apenas janeiro de 1950; 1954, 25 novembro – ofício do pároco da freguesia de Santo Isidoro, João Rodrigues Frade, dirigido ao presidente da Câmara Municipal de Mafra, a solicitar o envio de cópia do auto de entrega dos bens pertencentes à Fábrica da Igreja, Benefício Eclesiástico, etc., da freguesia de Santo Isidoro.

[Fonte: DGPC]

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