PS Mafra discutiu os odores da Tratolixo

Desde que se intensificaram os maus odores exalados a partir das instalações da Tratolixo na Abrunheira – Mafra, este tema tem estado na ordem do dia.

A secção concelhia do PS Mafra fez ontem uma sessão pública para discutir este problema. Convidou Rui Frade Ribeiro, que há cerca de 10 anos exerceu as funções de administrador e de Presidente do Concelho de Administração da Tratolixo, tendo acompanhado os trabalhos preparatórios e o início da laboração daquela empresa.

Perante uma sala muito pouco composta, constituída fundamentalmente por uns poucos militantes e dirigentes políticos locais daquela força política, durante cerca de 2 horas, discutiram-se alguns aspetos técnicos do tratamento dos lixos, analisaram-se as condições políticas, financeiras e de gestão que enformaram e enformam a atividade da Tratolixo.

Relativamente à questão dos odores desagradáveis provindos da instalação da Tratolixo, ficou a ideia de que, tecnicamente, nada justificará a situação muito desagradável por que passam as populações que residem, trabalham ou transitam perto daquelas instalações. Rui Frade Ribeiro deixou a ideia de que há soluções para o problema, soluções que nem serão demasiado onerosas.

Pedra de toque da intervenção de Rui Frade Ribeiro, várias vezes repetida ao longo da sessão: não deixem cair isto no esquecimento, movimentem-se, o problema tem solução.

Uma outra ideia base resultou da reflexão aqui feita. Se o plano inicial que presidiu à criação da Tratolixo, o qual previa a instalação de um aterro, de uma instalação de digestão anaeróbica e de um incinerador, tivesse sido completamente implementado, a situação atual não teria ocorrido. Ao tempo, terão sido as pressões das Câmaras de Sintra (Fernando Seara) e de Oeiras (Isaltino Morais), pouco interessadas em alargar os cordões à bolsa, que terão contribuído para que o plano inicial não tivesse sido plenamente executado.

Finalmente, Rui Frade Ribeiro mostrou-se de acordo com as afirmações da gestão da Tratolixo, quando afirma que o problema só se resolverá cabalmente, se na origem, se proceder à separação dos lixos biológicos, aqueles que, na realidade, contribuem para os odores que tanto desagrado têm provocado às populações.

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