Viagem pelo património classificado do município de Mafra | Ponte Antiga em Cheleiros

Iniciamos hoje uma viagem pelo património classificado do município de Mafra, e começamos esta viagem pela Ponte Antiga, em Cheleiros.

Situada em Cheleiros, na União das freguesias de Igreja Nova e Cheleiros, a ponte encontra-se inserida numa paisagem rural em perfeita harmonia com a natureza, estando classificada desde 26 fevereiro 1982, como Imóvel de Interesse Público.

Descrição: Ponte de um só arco de volta inteira com tabuleiro em cavalete, em rampa ascendente, e guarda murada, encontra-se orientada no sentido sul – norte. O intradorso do arco revela o aparelho de cantaria, enquanto todas as restantes superfícies, constituídas por aparelho miúdo de cantaria, se apresentam integralmente rebocadas, à exceção do pavimento, constituído por seixos rolados do rio. Não apresenta nem talha-mares, nem contrafortes.

Não se sabe muito acerca da origem da ponte antiga de Cheleiros. A maioria dos autores aponta para uma origem romana, existindo, no entanto, vários indícios que favorecem uma catalogação estilística gótica.

A ponte medieval, de arco único, de volta perfeita, constituído a partir de silhares bem aparelhados, indiciadores de uma primeva construção romana, apresenta, todavia, um tabuleiro em cavalete, em rampa ascendente, guardas murárias em aparelho miúdo rebocado e pavimento, que seria inicialmente em pedra aparelhada, hoje de seixo rolado, indicadores de uma construção medieva”.

Restaurada pontualmente ao longo dos séculos (e mais recentemente na década de 80 do século XX), a Ponte Velha de Cheleiros – como também é conhecida – permanece como a principal referência monumental e identitária desta vila.

Enquadramento: Rural, destacado, isolado. Implanta-se no fundo do vale, sobre a ribeira de Cheleiros, constituindo, ainda hoje, o limite sudeste da povoação, que liga a campos de cultivo.

Cronologia:

1154 – No foral afonsino da vila de Sintra é já referida a existência de uma via de comunicação que ligaria Cheleiros a Faião, e este, por sua vez, a Galamares, no termo daquela vila, o que faz supor a existência de uma ponte que permitisse vencer a ribeira de Cheleiros;

1730, 07 outubro – 09 novembro – Procede-se à reparação das estradas de acesso a Mafra. Por esta altura é reconfigurado o tabuleiro da ponte, cujas pedras do soalho são substituídas por seixo rolado do rio;

1978, 30 junho – Dá entrada na Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais um ofício da Direção-Geral do Património Cultural, informando a classificação da antiga ponte de Cheleiros como Imóvel de Interesse Público;

1980, 29 julho – A Junta de Freguesia de Cheleiros solicita à DGEMN a realização de obras de conservação na ponte;

1982, 26 fevereiro – É publicado o Decreto n.º 28/82 que a classifica como Imóvel de Interesse Público;

1983, novembro – 1985 – As grandes cheias ocorridas na primeira data levam a que a seja necessário proceder à recuperação da ponte, o que se traduz na quase total reconstrução do seu encontro sul (implicando a reconstrução da guarda sul e a reposição do pavimento em falta), o arco mantém-se em bom estado, o que atesta a qualidade da sua construção.

 

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