Novo Centro de Saúde de Mafra só estará operacional em 2019

Tal como o novo Parque Intermodal da Venda do Pinheiro, também o novo Centro de Saúde de Mafra viu derrapar o seu prazo de conclusão. Hélder Silva anunciou, em reunião da câmara municipal de Mafra, que a obra em si estará concluída até ao final de Novembro, embora o centro de saúde só fique operacional, ou seja, pronto a receber utentes, lá para 2019.

Também para a derrapagem deste prazo foram encontradas razões externas. Por um lado, imponderáveis menos comuns, e por outro lado, razões bem prosaicas. Assim, o prazo terá derrapado por se terem encontrado achados arqueológicos que urgia preservar, de resto como a lei determina. A área não edificada ter-se-á então transformado numa “escavação arqueológica”, com recurso a especialistas da Faculdade de Ciências de Lisboa.

Como é habitual neste concelho, as escavações decorreram sem que os munícipes/cidadãos (que pagam a coisa enquanto contribuintes) se tivessem apercebido de nada, sem que a informação tenha transpirado para fora do círculo da intelligentsia local.

Haverá, no entanto, uma outra razão mais prosaica, responsabilidade do governo da nação, para justificar que embora a obra possa vir a ficar pronta em Novembro, os utentes só possam começar a usufruir dela no próximo ano. Entre hesitações e avanços, excitações e recuos, o presidente Hélder Silva lá foi informando que a razão deste adiamento passará pela manifesta falta de verbas do Ministério da Saúde, que não estará em condições de adquirir o material médico e logístico que há-de permitir prestar aos utentes, os serviços que ali serão oferecidos. A assim ser, uma indesculpável “programação à portuguesa”, tão mais indesculpável quando tem origem no governo da república, que devia dar o exemplo.

 

Relativamente aos achados arqueológicos, a dar por boa a informação disponibilizada hoje mesmo pela Câmara Municipal de Mafra – que reteve a informação, só a tendo disponibilizado hoje aos seus munícipes/contribuintes – “os vestígios encontrados constituem os mais antigos contextos arqueológicos registados na vila de Mafra, podendo corresponder à origem do núcleo populacional desta localidade […] tendo sido identificados vestígios de um povoado da Idade do Bronze datável do século XI a IX a.C., com uma cabana e várias estruturas anexas“.

[Imagem da CMM]

 

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