Mobilidade dos Mafrenses em 2017 no contexto da AML

Quando se assinala o Dia Europeu Sem Carros, dia que encerra a Semana Europeia da Mobilidade 2018, fomos analisar o estudo da Mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa (AML) elaborado pelo INE e relativo ao 4º trimestre de 2017.

Na AML, 80,4% da População é população móvel(1) sendo que entre os concelhos com menor proporção de população móvel se encontra Mafra, com 75,6%. Destes, 79.5 % são homens e 72.1% são mulheres.

Em média, os Mafrenses realizam aproximadamente 2.60% deslocações/dia, sendo que os homens realizaram 2.55 % e as mulheres 2.65%.

Relativamente as deslocações efectuadas pelos residentes do municípios de Mafra, estes fiaram em 2º lugar nos que, em média, efectuaram as deslocações mais longas (13,1 km), com a duração de 20,6 minutos.

As deslocações intrametropolitanas realizadas para o município de Mafra, assinalavam a maior distância percorrida, com 9,8 km.

No topo dos municípios da AML Mafra ocupava a 1ª posição com:
– a proporção de deslocações intramunicipais mais elevada,  80,4%
-o transporte individual era mais utilizado nas deslocações dos residentes de Mafra, 78,9%

No caso da utilização do transporte público ou colectivo(2), Mafra com apenas 6,8%, encontra-se  entre os municípios com valores menos expressivos de utilização deste meio de transporte.

Quanto ao número de deslocações/dia por escalão etário, os Mafrenses entre os 25 e os 44 anos são os que mais se deslocam.

 

No global, e tendo em conta que na AML residem 2,57 milhões de pessoas:
– número médio de deslocações/dia por pessoa móvel: 2,60
– as deslocações efectuadas pelos residentes da AML duraram em média 24,3 minutos
– as deslocações intramunicipais (com origem e destino na AML) representaram 65,4% no total de deslocações
– o principal motivo das deslocações: 30,8%  para o trabalho
– 58,9% das deslocações foram realizadas de automóvel

A rapidez e conforto são os critérios que mais pesaram na opção pelo transporte individual dos residentes da AML.  A “rapidez” foi assinalada por 62,5% dos inquiridos e o “conforto” por  50,4%.

Entre os principais motivos para a utilização dos transportes públicos encontram-se o “preço/custo do transporte público” com  35,7% e a  “ausência de alternativa”, com 43,1% .

 


(1) Considerando que a população móvel é o conjunto de pessoas que realizaram pelo menos uma viagem com início no dia de referência do inquérito.

(2) O transporte público ou colectivo inclui as seguintes categorias: autocarro, comboio, metropolitano, barco, transporte escolar/empresa e táxi

 

[Gráficos: INE]

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