Mafra || Começam na segunda-feira as obras de reabilitação dos carrilhões

Segundo fonte fidedigna a que o Jornal de Mafra teve acesso, terão início, finalmente, na próxima segunda-feira, 18 de Junho, as obras de reabilitação dos carrilhões e das torres sineiras do Palácio Nacional de Mafra.

Terminados os trabalhos preparatórios, avançam as obras no terreno. Durante os próximos meses veremos as torres sineiras serem enformadas pelos andaimes que hão-de servir de esqueleto ao desenvolvimento dos trabalhos exteriores.

As obras durarão, em termos contratuais, 450 dias, e o seu custo orça os 1 549 035,33 €. A adjudicação coube, em termos nacionais, a empresa AOF – Augusto de Oliveira Ferreira & C.ª, Lda., sediada em Braga. Segundo dados fornecidos pela própria firma, trata-se de uma empresa familiar com mais de 50 anos de actividade na área da na reabilitação, conservação e restauro do património construído, com intervenções no Mosteiro da Batalha, Casa dos Patudos, Paço Real das Escolas da Universidade de Coimbra. De entre outros, a empresa responsável pelas obras foi galardoada com os seguintes prémios: Prémio Europa Nostra 2016 e 2009 e Prémio Nacional da Reabilitação Urbana 2016. A empresa tem pelo menos 135 contratos públicos adjudicados, sobretudo no Norte e centro do país.

Será pois, aparentemente, o início do fim de uma novela já com muitos anos. Em 2015 chegou a ser publicada uma portaria de repartição de encargos pelos anos de 2015, 2016 e 2017, mas as obras foram sendo adiadas. Já em 2018, os ministérios da Cultura e das Finanças publicaram uma nova portaria de extensão da despesa, autorizando a utilização da verba. No meio deste processo, assistimos a visitas de deputados ao palácio, a várias tomadas de posição no plano político, à intervenção do tribunal de Contas e à passagem de dois governos e de vários ministros pela pasta da cultura.

Esperemos que as obras decorram a preceito, sem lacunas ou delongas, e que possamos, finalmente, no Natal de 2019, já ter o prazer de ouvir novamente os carrilhões a darem, esses sim, “cor” à vila de Mafra.

 

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