26 MAI 2017 | Viver em Harmonia | Patrícia Esteves

ORIGEM DO SER BANNER1-entre-artigos

 

O Ego e o Desejo 

 

O ego identifica-se com possuir, mas a sua  satisfação com isso,  é de certa forma superficial e passageira.

Oculta internamente, ela permanece como um sentimento profundo de insatisfação, de estar incompleto, de “não é o bastante”, “não tenho o suficiente”, com o que o ego de facto quer dizer: “Não sou o bastante ainda.”

O ego vive do desejo e  não dura muito tempo sem isso. Portanto, o “querer” mantém-no vivo muito mais do que o “ter”.

Para ele, o apelo de querer é mais forte do que o de ter. E, assim, a satisfação superficial de ter é sempre substituída pela de querer mais.

Em alguns casos, essa necessidade psicológica, ou a sensação de que ainda não há o bastante, que é tão característica do ego, é transferida para o nível material e, então, converte-se na avidez insaciável.

Alguns egos sabem o que querem e perseguem o seu objetivo com uma determinação inflexível e implacável – Gêngis Khan, Stalin, Hitler, para dar apenas alguns exemplos inquestionáveis.

A energia por trás da sua vontade, porém, criam uma energia oposta de igual intensidade que, por fim, leva à queda desses indivíduos.

Nesse ínterim, eles tornam-se infelizes e fazem o mesmo com muitas pessoas ou, como mostram episódios clássicos, criam o inferno sobre a Terra. A maioria dos egos tem vontades conflitantes. Eles querem coisas diferentes em momentos distintos ou talvez nem saibam o que desejam.

Só sabem o que não querem: o momento presente. Desconforto, desassossego, tédio, ansiedade, insatisfação, tudo isso é resultado da vontade insatisfeita.

Como querer é algo estrutural, nenhum acúmulo de conteúdo o consegue oferecer.

Todos os seres humanos do planeta poderiam ser facilmente atendidos em suas carências materiais em relação a alimento, água, abrigo,

As formas de pensamento “mim”, “meu”, “mais do que”, “eu quero”, “eu preciso”, “eu devo ter” e “não o bastante” pertencem não ao conteúdo, mas à estrutura do ego.

O conteúdo pode ser trocado. Enquanto não reconhecemos essas formas de pensamento em nós mesmos, isto é, enquanto elas permanecem inconscientes, acreditamos no que elas dizem.

Assim, ficamos condenados a agir de acordo com esses pensamentos inconscientes, a buscar e não encontrar, pois, quando eles entram em ação, nenhum bem, nenhum lugar, nenhuma pessoa, nenhuma condição jamais nos satisfaz.

Não há conteúdo capaz de atender a nossa vontade enquanto a estrutura egóica permanece atuante. Não importa o que tenhamos nem o que venhamos a conquistar, não seremos felizes.

Sempre estaremos à procura de  alguma coisa mais além, que nos prometa mais plenitude, que nos diga que vai completar a percepção do eu insatisfeito e saciar aquele sentimento de carência que trazemos dentro de nós.

O importante é estar bem, estar grato, aprender a viver em estado de graça e a receber. A não exigir… a saber dizer sim e a respeitar os outros e ao invés de mudá-los se reconhecermos neles uma diferença incompatível com a nossa forma de estar e ser refletir sobre isso é se necessário for deixá-los seguir em paz o seu caminho em vez de insistir na permanência deles no nosso não tornando feliz qualquer um dos lados.

Boa semana!

 

Texto baseado no livro “o Despertar de uma nova consciência” de Eckhart Tolle

ego

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