Urbanização da Quinta da Baleia

27 JUN 2017 | POLÍTICA LOCAL | JM

 

Na reunião de vereação da Câmara Municipal de Mafra que teve lugar na última sexta-feira, a vereadora Antonieta Mendes (PS) fez uma pergunta à câmara, uma pergunta que ficou sem resposta. Uma pergunta que retomava o tema de uma reportagem que o Jornal de Mafra publicou a 23 de Maio de 2016, Ericeira | A degradação urbana que se esconde à entrada da vila.

A Urbanização da Quinta da Baleia situa-se do outro lado da estrada, relativamente ao Estádio do Ericeirense, do lado esquerdo de quem, vindo de Mafra, desce para a turística e cada vez mais badalada (e com razão) vila da Ericeira.

A degradação urbana que envolve as vivendas desta urbanização é quase indescritível, merecendo uma visita. É um local excelente para levar os nossos filhos e dar-lhes uma aula, uma aula acerca do desleixo, da fealdade, da degradação, dos perigos que podem resultar dos matos à porta de casa, à porta da janela do quarto de dormir. Mostrem-lhes as praças tomadas pelos arbustos, as casas inacabadas, os candeeiros à banda, inoperacionais, os contentores, os passeios a ser comidos pelas ervas, os casebres.

O estado em que se encontra a área pública da urbanização denota bem o conhecido deixa andar dos portugueses, nomeadamente daqueles que ao longo dos anos se vão apoderando dos poderes e amiúde vão saltando das Câmaras para as Juntas e vice versa, mas se vão eternizando no poder, talvez porque a sociedade civil não lhes terá encontrado préstimo (independentemente da respectiva cor politica).

O urbanizador abandonou a obra? Deixou dívidas? Houve construtores das habitações que não honraram os seus compromissos? Há processos em tribunal? O urbanizador não entregou a obra à Câmara Municipal? Não pagou as taxas? Não honrou os eventuais compromissos que estabeleceu com as autoridades? São muitas perguntas a que urge responder. Quem conhecer as respostas, que se chegue à frente.

Basta de inércia, basta de desculpas e sobretudo basta de silêncios.

Escrevemos isto em Maio de 2016:

Vamos ter eleições para o ano. Pode ser que desta vez o “bom povo” pagador de impostos, que reside nesta urbanização, tenha sorte, e as entidades públicas se disponham a fazer o serviço, ou em alternativa a accionar os dispositivos legais que têm a sua disposição para obrigarem o urbanizador, ou a entidade responsável, ou então decidam accionar as cauções a que quem constrói está obrigado, de modo a manter aquele espaço público nas condições de habitabilidade e de salubridade que todos os cidadãos, munícipes e fregueses (no fundo aqueles que pagam aos políticos que vão saltando de posto em posto) merecem, e têm direito.

Pelo andar da carruagem, nem as eleições autárquicas de Outubro vão por cobro a esta situação. Certo mesmo, é que a SONAE já foi autorizada a construir uma loja na urbanização (tapou um enorme desfiladeiro), certo também o facto de haver editais datados de 2016 a autorizar alterações de construção na urbanização (com o recebimento das respectivas taxas).

Espera-se ainda que este panorama de degradação urbana não venha a atrair (se não atrai já) actividades criminosas. Ironia mesmo é o facto de haver um hostel instalado na urbanização, para o turismo, é prometedor.

Localização

Coordenadas: 38°57’51″N 9°24’42″W

Delicioso, é o que se pode ler num dos candeeiros danificados desta urbanização: Foco desligado ao abrigo do programa de poupança energética promovido pela câmara municipal

 

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