29 ABR 2017|POLÍTICA | JM


Em Mafra, no 25 de Abril e no 1º de Maio, as organizações políticas das esquerdas têm preferido engrossar os eventos que ocorrem em Lisboa, deixando a vila “a descoberto” nesses dias.

Hoje, numa sessão marcada por poemas de Manuel Alegre e Jorge de Sena, a URAP  (União de Resistentes Antifascistas Portugueses), uma associação de ex-presos políticos que congrega sobretudo homens e mulheres do PCP, realizou hoje uma conferência em Mafra onde se evocaram os anos muito difíceis por que aqueles portugueses passaram nas prisões políticas antes de Abril de 74.

Destacamos os testemunhos de Ismael Nabais Gonçalves, padre que vindo de Lisboa se “exila” em Cheleiros, onde exerce a sua actividade pastoral de um modo nada alinhado com os tempos de sombras e silêncios que então se viviam, tendo sido também professor na Secundária de Mafra, e de quem partiu a ideia de dar à escola o nome de José Saramago, afrontando assim o poder local vingente. Destaque também para Eugénio Ruivo, ex preso político em Caxias, que o Jornal de Mafra entrevistou em 2015 a propósito do 25 da Abril e da sua passagem pela prisão.

Não sabemos se estas histórias de resistência alguma vez virão a ser contadas de uma forma sistematizada, mas seria importante preservar as memórias destes e de outros mafrenses que, independentemente dos partidos em que se filiaram, não desistiram, não se resignaram, a maior parte das vezes, passando por situações muito difíceis de imaginar por aqueles para quem estas memórias jjá pouco dizem.

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