Plano e Orçamento para 2017

22 Jun 2017 | DESTAQUES | JM

A Tapada Nacional de Mafra (TNM) tornou-se no palco privilegiado da luta entre o PSD local e o governo do país, guerra mais acesa ainda, quando já cheira a eleições autárquicas. A Câmara Municipal de Mafra não esconde a sua vontade de assumir a direcção politica da TNM, vontade que esteve sempre presente desde que Hélder Silva assumiu a gestão da CMM nas eleições de 2013.

A Tapada de Mafra conta actualmente com 15 funcionários, dos quais 5 fazem parte da direcção um número manifestamente insuficiente para realizar

Importa pois saber que caminho seguirá a Tapada Nacional de Mafra no curto prazo, e para nos guiar nesse caminho, nada melhor do que analisar o Plano de Actividades e o Orçamento para 2017.

A TNM conta actualmente com 15 funcionários – 5 técnicos superiores, 1 secretária, 2 recepcionistas/telefonistas, 1 guarda florestal/sapador florestal, 1 sapador florestal e 1 empregado de limpeza – número manifestamente insuficiente, tomando em consideração as tarefas de rotina a desempenhar e muito mais ainda se tivermos em consideração o trabalho ciclópico de reabilitação e de modernização de que a tapada necessita urgentemente.

Do património da TNM fazem parte os 1187 ha de área florestal10 casas florestais, 1 salão de eventos e 1 casa de hóspedes, 8 veículos (1 pesado de combate a incêndios, 4 ligeiros, 1 tractor, 2 comboios, 1 cisterna e 1 reboque).

Relativamente aos recursos financeiros ao dispor da TNM, o actual plano refere a vontade de “reforçar a sustentabilidade económico- financeira da Cooperativa”. Para 2017, a cooperativa que rege a tapada, prevê uma receita global (orçamento de funcionamento) de 585.578,92 €, para uma despesa de 546.800,10 €.(clientes).

Relativamente à receita destacam-se os 18.089,58 € previstos na rubrica de Alimentação e Alojamento, 364.933,39 € relativos a Actividades de visitação, caça, aluguer de espaço e os 103.945,70 € respeitantes a Acções de voluntariado e mecenato. Na despesa, para além das remunerações, com 288.216,82 €, incluem-se os 195.363,28 € relativos a Aquisição de bens e serviços.

O Plano de Acção para 2017 comporta uma longa e ambiciosa lista de acções a desenvolver, passando o seu financiamento pela procura de parcerias e pelo recurso a fundos comunitários

Destaque para as acções a desenvolver em 2017:

1 – “Instalação e manutenção de infraestruturas de defesa da floresta contra incêndios (DFCI) como, caminhos, abertura de faixas de gestão de combustível e outras redes, de forma a criar descontinuidades verticais e horizontais) e instalação e manutenção de sinalização de infraestruturas de DFCI.

2 – Protecção de habitats e promoção da biodiversidade “fomento a utilização pública das floresta existente e melhoria de caminhos florestais”.

3 - Melhoria do valor económico das florestas “através de tecnologias de carácter produtivo, máquinas e equipamentos; certificação florestal sustentável; a recuperação de povoamentos em manifesta subprodução pela substituição de plantas melhor adaptadas às condições locais específicas da TNM.”

4 – Gestão sustentada dos Recursos Cinegéticos “monotorização de populações, censos, acompanhamento do estado sanitário da população de ungulados, recuperação de vedações, palanques e demais infraestruturas que promovam a utilização pública sustentável da TNM e a melhoria da qualidade dos serviços prestados. “

5 – Monitorização e avaliação do estado sanitário da águia Bonelli

6 – Avaliação do potencial produtivo florestal e para o sequestro de carbono

7 – Implementação do Plano de Gestão Florestal “corte e remoção de árvores mortas e muito inclinadas que coloquem em risco outras árvores, património edificado e pessoas: operações executadas sem vibrações e choques que comprometam a segurança, estabilidade e conservação da vegetação envolvente dos elementos construídos, dos afloramentos rochosos e dos taludes existentes; remoção de material lenhoso na linha de água principal; podas seletivas: prioritariamente executadas junto a caminhos; desbaste do pinhal manso da Chanquinha, eliminação da rebentação de toiças de eucaliptos na Barroca; seleção de varas de Eucalipto na mancha do Sonível e da Abrunheira.”

8 – Beneficiação do caminho de apoio ao comboio turístico

9 – Requalificação da entrada e parque de merendas

10 – Requalificação de infraestruturas (casa florestal situada no Codeçal, Salão D. Carlos, Salão Multiusos, Salão Nobre, Casa de Campo e Museu da Tojeira)

11 – Criação de um programa de educação ambiental vocacionado para diversos públicos (em idade escolar, senior, e público em geral)

12 – Promover o valor histórico-cultural da TNM

13 – Consolidação das Parcerias existentes e desenvolvimento de novas parcerias “Fundação EDP, Fundação Montepio, Inatel, União das Misericórdias.

14 – Colaboração na candidatura do Palácio, Tapada e Jardim do Cerco a Património Mundial da UNESCO

15 – Procura de apoios à execução do Plano de Atividades- sustentabilidade financeira “Preparação de candidaturas a fundos comunitários em todas as medidas que a TNM possa vir a ser elegível e o recurso ao mecenato serão os mecanismos que permitirão executar o Plano de Atividades proposto.”

Uma vez que o orçamento para 2017 não aloca verbas capazes de satisfazer esta longa e ambiciosa lista de acções a desenvolver, a procura de parcerias e o recurso a fundos comunitários, parece ser a pedra de toque do seu financiamento.

Em conversa informal com Paula Simões, directora da Tapada Nacional de Mafra, ficámos a saber que segue  um caminho que traçou desde que chegou à tapada, um caminho que passará por limpar, organizar e reestruturar, potenciando os recursos humanos de que dispõe.


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