09 MAR 2017 | Psicologia para Pais  | Marta Marchante

Dia do pai – vinculação pai-filho/a

 

A relação que a criança estabelece com os progenitores é designada, pelos especialistas, como vinculação. O tema de hoje centra-se na vinculação à figura paterna (como tema para o dia do pai).

Para a mulher, a vinculação ao filho pode ser mais fácil, pois o bebé cresce dentro dela, enquanto o homem só o pode fazer ao nível do imaginário. O papel da mãe é central nesta vinculação, incentivando o pai a participar de forma mais próxima durante a gravidez.  É importante que os pais se relacionem com o seu bebé desde o período pré-natal, mostrando uma escuta ativa, que lhes permita perceber os sinais transmitidos através dos movimentos fetais e mostrar-lhes o seu afeto por meio de conversas e carícias.
Mais tarde, a mãe ajuda no processo de vinculação pai-filho não impedindo competitivamente o acesso ao filho. A mãe deve permitir ao pai “ser pai”.

No entanto, é também normal e frequente que os sentimentos de vinculação profunda comecem só a construir-se depois do nascimento. Para promover esta ligação recomenda-se:
• Falar, sussurrar e até mesmo cantar para o bebé para se acostumar à sua voz, e para promover um estado de relaxamento e tranquilidade no feto.
•  Tocar a barriga para sentir o movimento fetal, e dar  massagens e carícias suaves para interagir com o bebé.
• Ouvir o seu coração através das ecografias na consulta para sentir-se mais próximo do bebé.
• Assistir às sessões de preparação para o parto

Uma boa vinculação precoce entre o pai e o bebé promove a sensibilidade paterna para interpretar os sinais do bebé e a responder de forma apropriada às suas necessidades, favorecendo o vínculo entre ambos.

Mais tarde, as relações tendem a ser diferentes consoante o género.

 

Filho

A relação do filho com o pai está ligada à imitação (o filho vai procurar imitar o pai) para criar a identificação de género. Uma boa relação entre pai-filho permite criar estratégias para a regulação da agressividade, de forma saudável, contribuindo também para uma boa capacidade de resolver situações que provocam stress.

O estabelecimento de limites, de regras é feito de uma forma gradual. A presença do pai ajuda a desenvolver no filho um controlo saudável da sua expressão emocional.

Algumas investigações apontam para uma ligação entre a ausência do pai e o desenvolvimento de filhos agressivos, impulsivos e desregulados emocionalmente.

 

Filha

A relação com a filha pode ser diferente. A relação com o pai é a primeira relação com o sexo oposto o que poderá condicionar a sua forma de se relacionar com os homens.

O pai vai estimular a proteção e a segurança na filha, geralmente protegendo-a.

 

Os pais deixam de ter este papel tão fulcral na pré-adolescência e viragem para a adolescência, os modelos de imitação passam a ser mais os colegas.

 


PSICOLOGIA PARA PAIS

Uma coluna do Jornal de Mafra dedicada ao esclarecimento de dúvidas de pais e educadores sobre a infância/adolescência, tendo por objectivo, aproximar a psicologia da população em geral e aumentar as ferramentas dos educadores para lidar com os seus educandos.

 


Quaisquer questões suscitadas, poderão ser colocadas nos comentários do artigo ou directamente à autora pelo endereço electrónico marta.isabelmarchante@gmail.com

Marta Marchante é mestre em psicóloga pela Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa e tem trabalho desenvolvido no concelho, com crianças e adolescentes. Exerce funções no âmbito da psicologia educacional, na Ericeira, Venda do Pinheiro e Torres Vedras

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