06 ABR 2017 | Psicologia para Pais  | Marta Marchante

Como escolher um psicólogo (parte 2)

 

Na última coluna abordamos o tema “como escolher um psicólogo”. No entanto um dos critérios não foi explorado, devido à sua extensão: como escolher entre diferentes abordagens da psicologia.

Cada vez mais existem psicólogos cuja abordagem é integrativa, ou seja, analisam os casos à luz de mais do que uma destas abordagens e utilizam técnicas de várias abordagens. Podendo ser uma opção (escolher um psicólogo com uma abordagem mais integrativa/eclética), pode fazer sentido procurar uma abordagem específica para determinados casos/pessoas.

Existem abordagens que são tendencialmente apresentadas como mais eficazes em determinada problemática, mas a relação que se consegue estabelecer com o psicólogo terá um papel central, como vimos anteriormente. De seguida, apresento as descrições “clássicas” de cada uma das abordagens mais estudadas em Portugal (existem muitas corrente de psicoterapia, sendo impossível abordar todas).

Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)

Considera que o ser humano é um resultado de aprendizagens.

A TCC foca então nos processos cognitivos, nas formas de pensamento, entendendo que os pensamentos distorcidos é que geram os sintomas. Assim, o terapeuta busca  auxiliar o cliente a fazer uma avaliação mais objetiva e realista das situações e também um treino de competênciase de novos comportamentos, com técnicas direcionadas.

 

Existencial-Humanista

A Psicologia humanista rejeita a ideia de que todo ser humano tem uma neurose básica e considera que toda pessoa tem capacidade de crescimento e desenvolvimento normais.

O papel do terapeuta então não é direcionar, mas criar um ambiente acolhedor e empático em que o ser humano possa se desenvolver na direção em que ele escolher e para que ele possa ser realmente quem é.

Entre as abordagens da Psicologia Humanista, estão a Gestalt Terapia (criada por Fritz Perls), a Abordagem Centrada na Pessoa (criada por Carl Rogers), a Análise Transacional (criada por Eric Berne), o Psicodrama (criado por Moreno), entre outras.

 

Psicanálise

O papel do psicanalista é ajudar o paciente a relembrar, recuperar e reintegrar materiais inconscientes de forma que a vida atual seja mais satisfatória. Uma das formas de trabalho é através da associação livre, em que o paciente verbaliza tudo o que pensa sem censuras e o psicanalista interpreta esses conteúdos.  No curso de um tratamento psicanalítico intensivo, investiga-se a natureza das relações originárias da infância de cada indivíduo.

 

Familiar Sistêmica

A Terapia Familiar estuda os indivíduos enquanto parte integrante de sistemas interpessoais. Sistemas estes que, por sua vez, servem de contexto explicativo das condutas. Esse enfoque é uma explicação da denominada Teoria Geral dos Sistemas (TGS), no que concerne ao campo comportamental. A Teoria Geral dos Sistemas é um modelo abstrato com um nível de generalização tal qual se pode aplicar a diferentes ciências. O que os psicoterapeutas familiares fizeram foi tomar os seus conceitos básicos e utilizá-los ao campo da Terapia Familiar.

 

 


PSICOLOGIA PARA PAIS

Uma coluna do Jornal de Mafra dedicada ao esclarecimento de dúvidas de pais e educadores sobre a infância/adolescência, tendo por objectivo, aproximar a psicologia da população em geral e aumentar as ferramentas dos educadores para lidar com os seus educandos.

 


Quaisquer questões suscitadas, poderão ser colocadas nos comentários do artigo ou directamente à autora pelo endereço electrónico marta.isabelmarchante@gmail.com

Marta Marchante é mestre em psicóloga pela Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa e tem trabalho desenvolvido no concelho, com crianças e adolescentes. Exerce funções no âmbito da psicologia educacional, na Ericeira, Venda do Pinheiro e Torres Vedras

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