04 MAI 2017 | Curtas | JM

Devido a previsões meteorológicas de temperaturas amenas ou elevadas, condições favoráveis à prática balnear, a Autoridade Marítima Nacional (AMN) aconselha “todos aqueles que frequentem as praias, a adotarem uma cultura de segurança e de prevenção ativa, redobrando os cuidados junto à linha de água.”

Segundo dados do Observatório do Afogamento, actualizados em 01 de Maio, desde o inicio do ano já ocorreram 36 mortes por afogamento em Portugal, das quais 50% ocorreram no mar e 19% no distrito de Lisboa. Os afogamentos no mar ocorreram em locais sem vigilância, uma vez que a maioria das praias a nível nacional encontram-se ainda sem vigilância, pois a época balnear apenas se inicia no próximo mês de Junho e apenas nas áreas onde os concessionários já iniciaram a sua actividade existem obrigatoriamente nadadores salvadores.

Relativamente aos casos dos últimos dias a AMN informa:

“Os recentes acidentes dos últimos dias não estão diretamente relacionados com a época balnear, mas  têm que ver com o facto das praias não estarem ainda estabilizadas do ponto de vista físico e morfológico, o que conjugado com as características da ondulação, resultam em perigos que não são visíveis nem podem ser antecipados, i.e.:

  • a ondulação constante e forte dos quadrantes de oeste impede ainda a reposição de areia para as condições normais da época de Verão, criando fundões junto à linha de água;
  • os perfis de gradiente (declive) das praias ainda não estão suavizados, existindo condições mais favoráveis para se formarem agueiros e correntes marítimas mais fortes junto à praia;
  • a temperatura da agua do mar é ainda baixa pelo que potencia o choque térmico;

Assim, existindo ainda estes fenómenos de perigo, que não são visíveis nem podem ser antecipados, alertam-se as pessoas que devem proteger-se e acima de tudo evitar comportamentos de risco, não se aproximando da água ou caminhar na areia molhada.

Para sua segurança, a Autoridade Marítima Nacional alerta para o cumprimento das regras de segurança, devendo ser mantida, permanentemente, uma atitude preventiva junto à linha de costa. “

 

 

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