21 ABR 2017| Politica Local | JM

Continua em andamento o processo de candidatura do Palácio Nacional de Mafra e da Tapada Nacional de Mafra a Património Mundial da UNESCO. Desde 2014 que esta proposta se encontra na lista da Comissão Nacional da UNESCO de bens a serem alvo de classificação.

Com um forte impulso da actual gestão da Câmara Municipal de Mafra, com as eleições de Outubro em fundo, este projecto voltou a estar na ordem do dia. Formou-se uma comissão local e, com a colaboração da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), desencadearam-se então todas as tramitações necessárias a alcançar este objectivo.

Este processo avançou recentemente, com o recurso a Serviços de tradução do Dossier de Candidatura à UNESCO (por ajuste directo à Universidade Católica, no valor de 17.687 €, valor absolutamente espantoso, diga-se, para ser executado em 20 dias) e, já anteriormente tinha sido executado um outro ajuste directo, relacionado com a Conceção Gráfica, Paginação, Impressão, Embalagem e Gravação de CD da Candidatura à UNESCO, no valor de 15.810,79 €, para ser executado em 10 dias.

A ideia inicial, seria fazer coincidir o anuncio da admissão do Monumento de Mafra como Património Mundial da UNESCO, com a comemoração dos 300 anos do lançamento da primeira pedra do palácio, no dia 17 de Novembro.

Neste ano de eleições autárquicas (início de Outubro), tudo deverá/deveria acontecer em Mafra. O alindamento da vila, com alguns edifícios recuperados, com as zonas verdes melhor cuidadas, com o alargamento do parque de estacionamento do Alto da Vela, com o reforço dos eventos culturais e económicos a ter lugar no concelho, com um grande investimento em publicidade e marketing, quer a nível local, quer a nível global, com um reforço significativo de verbas para as associações locais, com um programa de alargamento e recuperação do edificado escolar do concelho, tudo isto devia, naturalmente, culminar com o reconhecimento da UNESCO e com a recuperação dos carrilhões, também inicialmente prevista para estar concluída lá para Outubro, o mês mágico.

O concurso público, no valor de 2,3 milhões de euros, para a recuperação dos carrilhões foi lançado pela DGPC em 2015. O processo terá entretanto emperrado, alegadamente por reclamação de um dos concorrentes, aguardando-se agora, alegadamente, a libertação de verbas por parte do Ministério das Finanças.

Em ano de comemorações e de eleições, já sabemos como é, uns puxam para um lado e os outros puxam para o outro. Uns pugnam por coincidências felizes, e os outros procuram desacertar o passo. Cada um desempenhará o seu papel, numa dança com pouco nexo, acabando todos por ficar mal na fotografia. O certo é que este património foi deixado ao abandono durante dezenas de anos, com o PSD ininterruptamente no poder em Mafra e com alternância continua em Lisboa, entre os partidos do “antigo” bloco central.

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