20 DEZ 2016 |OPINIÃO POLÍTICA | PS – RENATO SANTOS

 OPINIÃO POLÍTICA
PS – RENATO SANTOS – Membro do Secretariado da concelhia de Mafra do Partido Socialista

 

A vida é feita de escolhas. A maior delas ocorre na vida pessoal de cada um mas existem as chamadas escolhas colectivas das mais variadas às mais especificas. Em Mafra a maior escolha colectiva ocorreu em 2013 onde a população escolheu um Presidente e um executivo. O Presidente eleito escolheu o seu executivo, os seus pelouros, a sua “máquina”, o seu programa. A população ao votar nele não escolheu só o rosto de Hélder Sousa Silva, escolheu também o bom e o mau do programa e das pessoas que o acompanham,

Estamos a chegar à altura de votar o orçamento e é altura de fazer uma escolha, a favor, abstenção ou contra. Este ano o orçamento é na linha do que tem sido, no entanto voltamos à questão do costume. A escolha do Pesidente é a mesma dos ultimos três anos, mais impostos, menos apoio social, mais obras duvidosas, menos abertura a propostas que venham fora do circulo de poder. Simplesmente são as opções.

A escolha do IMI é provavelmente a mais notória escolha do Executivo e de HSS, quase como uma imagem de marca, resumidamente: paguem para terem obra. E eu até aceitaria isto, se a obra fosse mais do que jardins/parques intergeracionais sempre realizados pelas mesmas 4 empresas com relações familiares e num raio geográfico de 5 quilómetros. Mas também há mais obra: parques de estacionamento e parques intermodais ( o chamado parque de nova geração), a reconversão das escolas em espaços associação ( escolhendo as associações com critérios duvidosos). Em Mafra o IMI este ano foi a taxa máxima, para o ano será exactamente a mesma coisa um valor que nos faz fazer parte do topo da lista dos municipios em termos de valores o que não se coaduna com a dimensão de Mafra, ou seja o Executivo escolheu cobrar o máximo que pode não olhando a meios.

O apoio social do concelho resume-se aos chamados minimos olimpicos, de nada vale ter um programa de estimulos a idosos para a vida activa se fechamos os olhos a questões de impacto como fome e solidão. HSS escolhe negar a existência de problemas em Mafra, quando os relatórios da CPCJ desmentem esta realidade paralela. Os subsisidios a associações são atribuidos segundo a escolha pessoal do Executivo e não é a primeira situação de uma associação com menos associados mas com mais actividades receber menos dinheiro que outro com um bom registo de associados mas que se limita a fazer 2 jantares por ano e uma festa. São escolhas.

Uma das escolhas mais intrigantes é a escolha do “buraco”. Ora tanto a CMM tem resolvido o buraco nas contas usando o dinheiro arrecadado como de repente o buraco é negado. O PS já questionou se existe ou não um buraco. Numas situações existe e a CMM está a pagar como noutras o buraco não existe. A questão do suposto buraco por vezes parece que foi escolhida como arma de arremesso quando alguém se prepara para 2017 para escolher a chamada Primeira Escolha de alguém, mas Mafra não escolheu ser um campo de batalha de Ministros e Coronéis. Mafra merece uma alternativa, merece que a oposição possa opinar acerca do orçamento, fazer propostas que sejam devidamente aceites, senão qualquer dia só seremos conhecidos por ter o IMI mais alto e ter umas quantas ratazanas gordas após serem alimentadas à base de jardins e ajustes directos.

Para 2017 teremos a receita “mais do mesmo”. Mais impostos para financiar ainda mais campanha, ainda mais foguetes,  ainda mais fanfarras a abrir o discurso e ainda mais a primeira fila. São escolhas, escolhas que todos temos de fazer, mas que no entender do PS o executivo está a fazer erradamente

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