27 MAR 2017 | Saúde Mental e Ocupacional | Ana Faria

 

O Serviço Social

O Serviço Social é uma profissão de intervenção que promove o desenvolvimento e a mudança social, a coesão social, o empowerment e a promoção da Pessoa. Os princípios de justiça social, dos direitos humanos, da responsabilidade coletiva e do respeito pela diversidade são centrais ao Serviço Social. Sustentado nas teorias do serviço social, nas ciências sociais, nas humanidades e nos conhecimentos indígenas, o serviço social relaciona as pessoas com as estruturas sociais para responder aos desafios da vida e à melhoria do bem-estar social.

Princípios 
Os princípios globais do Serviço Social baseiam-se no respeito pelo valor intrínseco e dignidade de todos os seres humanos, não causar dano e pelo respeito pela diversidade e pela defesa dos direitos humanos e justiça social A defesa e a afirmação dos direitos humanos e da justiça social são a motivação e um dos fundamentos do Serviço Social. O Serviço Social reconhece que os direitos humanos devem coexistir com a responsabilidade coletiva. A ideia de responsabilidade coletiva baseia-se na crença de que os direitos humanos individuais só podem ser realizados, no dia-a-dia, se as pessoas assumirem a sua própria responsabilidade e com o seu meio ambiente, bem como a importância da promoção de relações de reciprocidade no seio das comunidades. Neste sentido, um dos principais focos do serviço social reside na defesa dos direitos dos/das cidadãos/cidadãs a todos os níveis, facilitando o alcance de objetivos onde as pessoas assumem a responsabilidade pelo bem-estar do outro, compreendendo e respeitando a interdependência entre as pessoas e entre as pessoas e o seu meio ambiente.

O serviço social abrange os direitos da primeira, da segunda e da terceira geração. Os direitos da primeira geração referem-se aos direitos civis e políticos, como a liberdade de expressão, de consciência e de liberdade contra a tortura e detenções arbitrárias; os de segunda geração referem-se aos direitos socioeconómicos e culturais, incluindo os direitos à educação, à saúde, à habitação e a línguas minoritárias, e os direitos de terceira geração centram-se no mundo natural, no direito à biodiversidade das espécies e da equidade intergeracional. Esses direitos reforçam-se mutuamente e são interdependentes englobando os direitos individuais e coletivos. Em determinados contextos “não fazer mal” e “respeito pela diversidade” podem representar valores conflituantes e em divergência, por exemplo quando em nome dos direitos culturais, os direitos de grupos minoritários, como mulheres e homossexuais, são violados, incluindo o direito à vida. Tal abordagem pode facilitar o confronto construtivo e alterar o local onde certas crenças culturais, valores e tradições violam os direitos humanos básicos das pessoas. Como a cultura é socialmente construída e dinâmica, ela está sujeito à desconstrução e mudança. Este confronto construtivo, desconstrução e mudança podem ser facilitados pela transformação e uma compreensão de determinados valores culturais, crenças e tradições, através do diálogo crítico e reflexivo com os membros do grupo cultural sobre as questões mais amplas dos direitos humanos.

Ana Faria
Técnica Superior

 

Pub

Achou este artigo interessante, partilhe-o com os seus amigos!

VISITE TAMBÉM A PRIMEIRA PÁGINA DO JORNAL DE MAFRA

Partilhe com os seus amigos!