28 MAI 2017 | Cultura & Lazer | JM

Subiu ontem à cena, no Auditório Beatriz Costa, em Mafra, a estreia de “Ensaio para um Eu”, a 4ª criação original do Colectivo A Tribo.

“Ensaio para um Eu” nasceu, como vem sendo habitual com este grupo, de textos escritos pelos 10 intervenientes do espectáculo, textos depois coligidos e adaptados pela encenadora, Daniela Simões, que, “com pós de prilim pimpim”  criou o guião de mais este espectáculo com a marca “Tribo”.

Embora inovando nos recursos cénicos e mostrando mais maturidade e experiência, o grupo apresentou um espectáculo dentro daquilo a que vem habituando o público – um texto colectivo, um tema profundo, reflexivo, com movimentações de cena entre a representação e a dança – inserindo desta vez o teatro dentro do teatro, recorrendo à “integração” das marcações no texto do guião, dando ainda mais originalidade ao espectáculo.

Notou-se aqui uma evolução clara na qualidade, deixando a porta aberta a novidades e ao firmar deste grupo no panorama cultural do concelho, assim encontrem forma de realizar mais do que dois ou três espectáculos de cada vez que decidem apresentar-se ao público. Notam-se alguns tempos “de vazio” (muito apreciados em determinadas modelos de encenação), que nos parecem excessivos, podendo acabar por apelar à dispersão do espectador (sobretudo gente jovem, um capital importante a cativar, ontem numa sala muito bem composta), Finalmente, numa das cenas, utilizam-se luzes em flash muito rápido (também aqui durante tempo excessivo, sem que daí resulte, aparentemente, algo de nota), esta utilização da luz poderá desencadear episódios de epilepsia a espectadores que possam estar na plateia e sofrer da doença, seria pois de dar nota disso no início do espectáculo, como uma forma de evitar uma situação que se poderia tornar muito desagradável.

 

Pub

Achou este artigo interessante, partilhe-o com os seus amigos!

VISITE TAMBÉM A PRIMEIRA PÁGINA DO JORNAL DE MAFRA

Partilhe com os seus amigos!